O Ministério da Saúde iniciou, neste mês, a distribuição gratuita da vacina Pneumo 20 em todo o território nacional. O imunizante, que chegava a custar R$ 600 por dose na rede privada, passa a integrar o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo as versões anteriores (Pneumo 10 e 13).
A nova vacina oferece proteção ampliada contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por casos graves de pneumonia, meningite, sepse e otite. A medida beneficia inicialmente crianças de até 5 anos, povos indígenas, idosos institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais, grupos considerados de maior risco.
Segundo dados do Governo Federal, foram enviadas 514 mil doses para os estados na primeira remessa, com previsão de distribuição de 6,1 milhões de doses até o final de 2026.
De acordo com especialistas, a incorporação da Pneumo 20 representa uma economia estimada de milhões de reais para as famílias brasileiras que antes dependiam da rede particular para acessar essa proteção mais abrangente.
O que é a nova vacina?
Segundo especialistas, a Pneumo 20 é uma vacina conjugada de 20 valências, cobrindo sorotipos adicionais que não estavam presentes nas formulações anteriores disponíveis no SUS, como os sorotipos 8, 10A, 11A, 12F, 15B, 22F e 33F. Essa expansão é crucial para reduzir a incidência de doenças invasivas que frequentemente levam a internações e sequelas graves.
Com a chegada do novo imunizante, o Ministério da Saúde estabeleceu um protocolo de transição. Crianças que estão no meio do esquema vacinal receberão doses mistas: a primeira dose (aos 2 meses) e o reforço (aos 12 meses) serão com a Pneumo 20, enquanto a segunda dose (aos 4 meses) utilizará o estoque remanescente da Pneumo 10.
De acordo com o Ministério, essa estratégia garante a continuidade da proteção sem interromper o calendário vigente durante a troca de estoques.
Disponibilidade
A vacinação está sendo realizada nas salas de imunização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), no caso de pacientes com comorbidades específicas. As secretarias estaduais e municipais de saúde receberam as orientações técnicas para o armazenamento e aplicação do novo imunizante.




