O passaporte brasileiro é o segundo mais poderoso da América Latina, segundo o Global Passport Index 2026, divulgado pela consultoria internacional Global Citizen Solutions.
No ranking global, o documento nacional aparece na 49ª posição entre 197 países avaliados, uma posição acima da edição anterior. O Chile lidera a região, com 83,1 pontos, na 46ª posição mundial e o Brasil ficou com 82,4 pontos.
O levantamento avalia os passaportes em três dimensões: mobilidade internacional, atratividade para investimentos e qualidade de vida. É o fator que diferencia esse ranking de outros semelhantes, como o Henley Passport Index, que mede apenas destinos acessíveis sem visto.
No quesito mobilidade, o Brasil obteve nota 90,7 e chegou à 43ª posição mundial, a melhor da América Latina nesse critério.
O resultado foi impulsionado por acordos diplomáticos recentes, como a isenção recíproca de vistos com a China e a retomada do sistema de e-Visa para cidadãos de Estados Unidos, Canadá, Austrália, México, França e Argentina.
O Brasil ainda fica para trás
O principal limitador do passaporte brasileiro no cenário global são as oportunidades econômicas e de investimento. O índice considera fatores como carga tributária, competitividade econômica e credenciais de inovação e nesses critérios, o Brasil perde pontos em relação a países europeus e asiáticos que dominam as primeiras posições.
“A política de reciprocidade garante ao Brasil uma mobilidade robusta, configurando o passaporte como um ativo diplomático consolidado”, afirmou Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions.
Para ela, o avanço do país nas próximas edições depende diretamente de avanços econômicos e ajustes na carga tributária.
O top 5 do ranking global
A Suécia lidera o ranking global, com pontuação positiva em todos os indicadores. Suíça, Finlândia, Alemanha e Holanda completam o top 5. Na outra ponta, Afeganistão, Somália, Sudão do Sul, Iêmen e Síria ocupam as últimas posições.
No ranking Henley Passport Index, que mede exclusivamente destinos acessíveis sem visto, o Brasil aparece na 16ª posição global, com acesso a 169 destinos, empatado com a Argentina.




