Por que Lula não define no Rio Grande do Norte
Candidato Cadu de Lula aparece em segundo lugar na pesquisa Realtime para o segundo turno no estado
O presidente Lula (foto) teve 60% dos votos no primeiro turno no Rio Grande do Norte, em 4 de outubro.
Flávio Bolsonaro ficou bem atrás, com 34%.
Mesmo assim, o petista não conseguiu emplacar o seu indicado para o governo do estado, Cadu de Lula, que chegou até mesmo a botar o nome do presidente em seu sobrenome.
Cadu de Lula, do PT, ficou com 36,16% no primeiro turno, logo atrás de Allyson, do União Brasil, com 36,94%.
Para o segundo turno, pesquisa da Realtime Big Data mostra que a vantagem de Allyson pode ter aumentado.
O candidato do União Brasil, ex-prefeito de Mossoró, aparece com 45%. Cadu de Lula tem 42%.
A dificuldade do presidente Lula em transferir votos para seu afilhado Cadu de Lula tem nome: Fátima Bezerra.
A governadora foi reeleita com apoio de Lula em 2022 (foto). Venceu no primeiro turno, com 58% dos votos válidos.
Mas seu segundo mandato está sendo mal avaliado pela população.
O governo de Fátima é rejeitado por cerca de 60% da população.
A principal reclamação é com relação à saúde.
Em seguida, vem a área de segurança pública.
No Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estado registrou a maior alta de mortes violentas no Brasil.
Foram 1.007 mortes violentas intencionais (MVI) em 2025, contra 840 em 2024.
O aumento foi de quase 20%.
Os homicídios dolosos passaram de 655 casos em 2024 para 843 no ano passado, o que fez a taxa subir de 24,4 para 29,1 mortes por 100 mil habitantes.
Em São Paulo, o índice é de 7,8 mortes por 100 mil habitantes.
Em Santa Catarina, 7,6.
"Essa concentração de mortes violentas intencionais nas regiões Norte e Nordeste do país está muito associada — mesmo que não de forma exclusiva — à capacidade de organizações criminosas ampliarem suas forças a partir da captura de territórios, economias e modos de vida. O controle de infraestruturas críticas da economia dessas regiões passa a ser disputado e, com isso, há um aumento da violência letal", diz o Anuário de Segurança Pública, que foi lançado em julho.
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