Corinthians anuncia acordo de confidencialidade com a Caixa
Boulos articulou aproximação entre clube paulista e banco para avançar nas negociações sobre a dívida da Neo Química Arena
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participou nesta sexta-feira, 16, de uma reunião com dirigentes do Corinthians para discutir o aprimoramento da relação entre o clube paulista e a Caixa Econômica Federal.
O banco estatal e o Corinthians assinaram um termo de confidencialidade para avançar nas negociações sobre a dívida da Neo Química Arena.
O encontro também contou com a participação de representantes da torcida organizada Gaviões da Fiel.
“A CAIXA e o Sport Club Corinthians Paulista informam que avançaram nas conversas voltadas à avaliação de alternativas para o aprimoramento da relação entre as partes. Nesta sexta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram, em encontro que contou com a presença do ministro Guilherme Boulos, presidente e diretores do clube e integrantes da Gaviões da Fiel. Durante a reunião, banco e clube formalizaram a assinatura de um termo de confidencialidade. As tratativas permanecem em curso e as conversas seguem em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência”, diz a nota divulgada pelas instituições.
A dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal pela construção da Neo Química Arena é de aproximadamente R$ 630 milhões.
O papel de Boulos
A assinatura do termo de confidencialidade, porém, não altera o valor da dívida neste momento. O documento formaliza o avanço das negociações, que continuam sujeitas às exigências legais aplicáveis a uma instituição pública.
Segundo o Uol, Boulos atuou na articulação para aproximar os envolvidos nas tratativas.
A Gaviões da Fiel mantém uma campanha de arrecadação de recursos para ajudar a quitar a dívida do estádio.
Em meio às negociações, a Caixa suspendeu temporariamente uma obrigação do Corinthians relacionada ao fundo de reserva do financiamento da arena.
Com a medida, o clube poderá deixar de realizar um depósito específico, o que representa um alívio temporário para suas contas. O valor é de cerca de R$ 30 milhões e não será abatido do saldo devedor.
Embora seja corintiano, Boulos não deveria atuar como elo entre o clube e o banco público.
O ministro chefia a Secretaria-Geral da Presidência, ou seja, não tem atribuição direta sobre a gestão da Caixa Econômica Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda.
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