Vencedora do Nobel da Paz acusou Israel de cometer genocídio em Gaza
Navy Pillay foi presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado
O Comitê Norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira, 10, que o prêmio Nobel da Paz 2026 foi concedido à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay (foto), "por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional".
Durante sua carreira, Pillay garantiu a Nelson Mandela acesso a um advogado quando ele estava preso durante o Apartheid, julgou o genocídio em Ruanda e chefiou a área de direitos humanos da ONU.
Como presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, a jurista acusou o Estado de Israel de ter cometido genocídio em Gaza.
Diz o relatório final:
"A Comissão conclui, com base em fundamentos razoáveis, que as autoridades e as forças de segurança israelenses cometeram e continuam a cometer os seguintes atos materiais (actus reus) de genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza, a saber: (i) matar membros do grupo; (ii) causar lesões corporais ou mentais graves a membros do grupo; (iii) infligir deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para provocar a sua destruição física, total ou parcial; e (iv) impor medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo.
(...) Quanto ao mens rea do genocídio, a Comissão conclui que as declarações feitas por autoridades israelenses constituem prova direta de intenção genocida. Além disso, a Comissão conclui que o padrão de conduta constitui prova circunstancial de intenção genocida e que a intenção genocida era a única inferência razoável que poderia ser extraída do conjunto das provas. Assim, a Comissão conclui que as autoridades israelenses e as forças de segurança de Israel tiveram e continuam tendo a intenção genocida de destruir, no todo ou em parte, os palestinos na Faixa de Gaza.
A Comissão conclui que o Estado de Israel é responsável pela falha em prevenir o genocídio, pela prática do genocídio e pela falha em punir o genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza."
Israel rejeitou o relatório, afirmando que o documento produzido pela comissão da ONU foi "escandaloso".
Reação de Israel
O Ministério de Relações Exteriores de Israel reagiu no X à concessão do Nobel da Paz a Navi Pillay.
"Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e libelos sanguíneos, Navi Pillay não seria apenas uma concorrente. Ela seria uma das principais favoritas.
Seu papel na demonização implacável e politicamente motivada de Israel e na promoção das 'genomentiras' fala por si só.
Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Pillay não é um reconhecimento da justiça. É a grotesca instrumentalização de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito anti-Israel.
Agora que a comissão Nobel premiou a maior mentira do século 21, Joseph Goebbels certamente está aplaudindo do inferno."
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