Lula ressalta "total confiança" no diretor-geral da PF
Andrei Rodrigues chegou a ser afastado do cargo por autorizar o "monitoramento sistemático" de um ministro do STF
O presidente Lula (PT) afirmou na quinta-feira, 10, que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, tem sua "total confiança".
"Por isso, quero dizer em alto e bom som: Andrei é de minha total confiança, é um companheiro perito como poucos delegados na história desse país. E, se ele cometeu erro, que ele seja julgado", disse o petista entrevista ao SBT.
"Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira, o companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão da história do crime organizado deste país, é o companheiro que fiscalizou o Banco Master e que prendeu [Daniel] Vorcaro", acrescentou.
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— Revista Crusoé (@RevistaCrusoe) September 11, 2026
Afastamento cautelar
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou, na terça-feira, 8, o afastamento cautelar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão ocorreu após a produção do relatório apócrifo que embasou o pedido de investigação contra Mendonça feito na semana passada pelo seu colega Alexandre de Moraes. Moraes acusou Mendonça de ato de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade a partir desse documento.
Mendonça disse ter sido submetido a “monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal”.
Segundo o despacho, houve a produção de pelo menos seis “relatórios de inteligência” produzidos entre 3 e 31 de agosto e encaminhados por Andrei a Moraes.
"Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da polícia federal. Conforme consta do já mencionado Ofício 40/2026/GAB/PF, subscrito pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, houve a produção de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos pela UADIP/CINQ/CGRC/DICOR/PF, os quais teriam sido recebidos por referida autoridade entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação.
E mais, conforme depreende da própria decisão do Ministro Alexandre de Moraes, previamente, este teria tido ‘notícias da existência’ desses relatórios. Isso significa que, ademais da produção ilícita dos ‘documentos’, foi dada ciência das suas existências a outro Ministro para que este subscritor fosse incluído no Inquérito das Fake News. Registro que o encaminhamento do material correspondente foi feito senhor Andrei Rodrigues, conforme ofício subscrito às 18h45 do dia 01/09/2026."
Um dia depois, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada da Costa à PF.
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