62% dos que conhecem Renan Santos o rejeitam
Potencial de sua candidatura a presidente é o tema da capa da revista Crusoé desta semana
Entre todos os candidatos que disputam a Presidência este ano, Renan Santos (foto), do partido Missão, é o que registrou a maior rejeição líquida na pesquisa BTG/Nexus divulgada esta semana. A "rejeição líquida" de um candidato mede a rejeição apenas entre as pessoas que dizem conhecê-lo, descartando os demais. O aumento da rejeição líquida a Renan Santos ocorre no momento em que o candidato começa a alcançar um público maior, participando de sabatinas e debates. A rejeição líquida dos demais candidatos é pelo menos dez pontos percentuais menor: Romeu Zema (52%), Flávio Bolsonaro (51%), Lula (50%) e Ronaldo Caiado (49%). O potencial da candidatura de Renan é o tema da capa da revista Crusoé desta semana.

Leia a reportagem de capa de Crusoé: Até onde vai Renan Santos? "É natural que ele desenvolva rejeição dos eleitores que, hoje, são seus alvos preferenciais (Lula e Flávio). O seu teto, nesse sentido, tende a ser mais baixo. Não mais baixo do que se pensava, porque não era possível estimar isso antes de seu nome se tornar conhecido", diz o cientista político Leonardo Barreto, colunista de Crusoé. “A agressividade nunca frequentou o rol de características admiradas pelos brasileiros até a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. A falta de experiência fragiliza a consistência das promessas, que parecem até ser meio ingênuas. O Renan deve saber que o eleitor brasileiro é mais do que escolado em problemas de promessas não cumpridas e conhece as dificuldades de um presidente de minoria. Essa falta de factibilidade tende a dificultar um voto que não seja apenas de protesto”, diz Barreto. Leia o artigo de Roberto Reis em Crusoé: O próximo passo de Renan O estrategista eleitoral Roberto Reis escreveu um artigo sobre o tema para a Crusoé desta semana.
"Entre aqueles que conhecem o candidato, 62% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. É um índice muito alto, mas não representa um teto definitivo. Significa que ele precisava ser ousado para crescer rapidamente. E que esse conhecimento cresceu mais rapidamente do que a confiança. São duas etapas diferentes. A campanha agora precisa equilibrar essa conta. Antes de mais nada, que fique claro: Renan não deve se transformar num candidato pasteurizado ou parecido com todos os outros. Perderia justamente o que o trouxe até aqui", escreveu Reis. "Precisa continuar firme, provocador e corajoso. Mas Renan pode escolher melhor as brigas, trocar ataques pessoais por contrastes políticos e mostrar que, por trás do polemista que incomoda alguns segmentos, existe alguém capaz de reunir uma equipe, administrar conflitos e até, veja bem, governar."
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