Produtora de “Dark Horse” pede a Mendonça suspensão de inquérito
Defesa de Karina Ferreira alega que Polícia Civil de SP passou a investigar tema que já está sob análise no STF
A empresária Karina Ferreira da Gama, produtora executiva do filme 'Dark Horse', pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça a suspensão de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e o encaminhamento do caso à Corte.
O longa narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A defesa alega que, embora o inquérito tenha sido aberto para apurar eventuais irregularidades em um contrato de cerca de R$ 108 milhões firmado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a investigação avançou sobre a origem dos recursos usados na produção do filme.
Essa questão já é investigada pelo STF, sob relatoria de Mendonça.
Os advogados pedem, em caráter liminar, a suspensão imediata do inquérito e de todas as medidas relacionadas ao caso.
A defesa também solicita que Mendonça determine a chamada “avocação” do processo, ou seja, que retire a investigação da primeira instância paulista e a encaminhe ao STF.
Inquérito
Em março, a Polícia Civil instaurou o inquérito a partir de uma notícia de fato apresentada inicialmente ao Ministério Público Federal (MPF) e posteriormente encaminhada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A apuração trata de supostas irregularidades em um contrato para a implantação e manutenção de cerca de 5 mil pontos de Wi-Fi em comunidades da capital paulista.
O contrato, de aproximadamente R$ 108 milhões, foi firmado com o Instituto Conhecer Brasil, ligado a Karina, que também é responsável pela Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse.
A investigação foi instaurada para apurar, em tese, crimes relacionados à contratação pública e ao emprego irregular de verbas.
A petição menciona ainda que outra frente de investigação relacionada ao filme já foi encaminhada a Mendonça.
Para a defesa de Karina, no entanto, ao identificar possíveis fatos envolvendo um deputado federal, a autoridade policial não poderia decidir por conta própria quais partes da apuração permaneceriam na primeira instância. Os advogados sustentam que caberia ao próprio STF decidir se a investigação deveria ou não ser desmembrada.
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