Lulinha também processa Flávio Bolsonaro
Filho do presidente Lula reclama de um vídeo, feito por inteligência artificial, em que o senador pilota uma aeronave para localizar o empresário
Assim como fez com Romeu Zema (Novo), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, processou o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência do PL, por relacioná-lo ao escândalo de desvios e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
O filho do presidente Lula (PT) reclama de um vídeo, feito por inteligência artificial, em que o senador pilota uma aeronave para localizar o empresário (foto), alvo de três inquéritos da Polícia Federal.
Segundo o vídeo, Lulinha é "suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil".
"O roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune", acrescenta.
MISSÃO: LOCALIZAR LULINHA ⚠️ pic.twitter.com/SV5meCCpQ7
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 7, 2026
A defesa alega que o vídeo de Flávio atribui "fato falso, de inequívoca conotação criminosa e finalidade difamatória" ao filho de Lula.
Além da retirada do vídeo dos perfis de Flávio no X e no Instagram em até 24 horas, Lulinha pede à Justiça o pagamento de 10 mil reais por danos morais.
Ele também quer que a Justiça reconheça o "abuso de direito" na divulgação das imagens e no uso da IA "para veicular imputações falsas e difamatórias".
Lulinha processa Zema
Lulinha acionou a Justiça de São Paulo contra o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) e pediu a remoção de um vídeo produzido com inteligência artificial que o retrata dentro de uma plantação de maconha.
Na ação, os advogados de Lulinha alegam violação à honra, à imagem e à reputação do empresário e pedem 10 mil reais em indenização por danos morais.
Uma das cenas trata de possível prática de tráfico de influência em negócios envolvendo a Dataprev, empresa pública responsável pela base de dados do INSS. A outra, do suposto tráfico de influência no setor de cannabis medicinal.
O vídeo, publicado em 10 de julho com o título “Os Intocáveis”, utiliza a IA para criar personagens parecidos com Lulinha e com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Nos diálogos, o personagem do filho de Lula menciona antigas investigações envolvendo seu nome e se autointitula o “Messi da Impunidade”.
A defesa de Lulinha afirma que, embora o conteúdo seja apresentado como ficcional, trata-se de um “disfarce”, já que dados reais e nomes de empresas são utilizados de forma supostamente verossímil.
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