O liberalismo fajuto de Flávio e Daniella Marques
Pré-candidato e economista conhecida por ser a "Paulo Guedes de saia" prometem milhões de celulares para mulheres e idosos
A economista Daniella Marques tem boas chances de ser anunciada como vice-presidente de chapa de Flávio Bolsonaro.
Vez por outra, é anunciada como a "Paulo Guedes de saia", por ter integrado a equipe do economista liberal durante o governo de Jair Bolsonaro.
Atualmente, ela é conselheira de economia na campanha de Flávio.
No início do ano, rumores deram conta de que Flávio tentou chamar Paulo Guedes para sua equipe, sem sucesso.
"Darei continuidade ao que Paulo Guedes começou", disse o senador.
Mas o liberalismo de Daniella e de Flávio não passa da página 2.
Em uma live publicada na quinta, 16, os dois falaram em fornecer acesso gratuito à internet para 70 milhões de mulheres.
Aquelas que não têm condições de comprar o seu aparelho (fato raro, já que hoje todo mundo já tem celular no Brasil) receberiam um telefone novinho em folha do governo.
"A gente já conversou, inclusive, com operadoras de telefonia móvel, que teriam todo o interesse em auxiliar o governo para garantir o acesso a 70 milhões de mulheres nos celulares. Inclusive, a gente está discutindo aqui na pré-campanha o fornecimento até do próprio telefone de celular para aquelas pessoas que não têm condições", afirma Flávio.
"E principalmente para os idosos também", complementa Daniella.
"Então, as mulheres e os idosos, isso está no nosso script, no nosso horizonte, ter essa ferramenta em primeiro lugar e depois essa grande plataforma que depois vai ser integrada com o nosso gov.br", diz Flávio.
Populismo
As falas de Flávio e de Daniella em nada se diferem dos programas assistencialistas e populistas do presidente Lula, em que medidas são tomadas não para resolver problemas reais, e sim pelos dividendos eleitorais que podem trazer.
É populismo assistencialista misturado com irresponsabilidade fiscal.
Também se trata de um ato de desespero. A dupla está tentando encontrar qualquer coisa chamativa para ganhar alguns pontos nas pesquisas eleitorais, as quais têm desfavorecido o senador em um possível segundo turno contra o presidente Lula.
Flávio e Daniella ainda falaram em fortalecer a estatal Caixa Econômica Federal, que se tornaria um "Itaú da periferia" ou "Itaú da favela".
"A Caixa vai ser o Itaú da periferia. No Rio de Janeiro, o Itaú da favela. A gente tem que dar um serviço de qualidade, um banco top, um banco premium, para aquelas pessoas mais humildes, que são da periferia, que são da favela. Vão poder contar com a Caixa em todos os lugares para auxiliá-las desde a sua organização financeira, recebimento de benefícios e também sair da dívida, renegociar suas dívidas e também poder, enfim, abrir o próprio negócio, ter acesso a microcrédito e orientações", afirmou Flávio.
Ampliar desnecessariamente o papel de uma estatal, que compete com bancos privados, não tem nada de liberalismo.
É estatismo no pior estilo petista.
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