"Sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah", diz Trump
"Você não precisa demolir um prédio toda vez que está procurando por alguém", disse o presidente dos EUA sobre o combate de Israel ao grupo terrorista libanês
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 16, ter sugerido ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que deixasse a Síria "lidar com o Hezbollah".
O enfrentamento de Israel ao grupo terrorista libanês é um dos principais entraves ao acordo de paz entre EUA e Irã, já que o regime iraniano exige o fim dos combates em todas as frentes, incluindo o Líbano.
"Eu considero essa a guerra menor, a do Irã é a grande, mas temos aquele pequeno problema que constantemente aparece, que é o Hezbollah. E sabe, eu fui muito responsável pela Síria. E o homem que está governando a Síria agora é uma pessoa que eu coloquei lá junto com o presidente Erdogan e alguns outros. Ele fez um trabalho incrível para unir o país. Ele não é nenhum santo, mas fez um trabalho incrível para unir o país. E ele se dá muito bem com o Hezbollah, não gosta deles. E vou te dizer uma coisa, Israel está lutando contra o Hezbollah há muito tempo e muitas pessoas estão sendo mortas. E você não precisa demolir um prédio de apartamentos toda vez que está procurando por alguém, porque há muitas pessoas nesses prédios. E nem todos são assim. Posso te garantir. E eu sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah porque, para ser honesto, acho que eles fazem um trabalho melhor nisso. E eu não gostava da Síria", disse Trump ao se reunir com o xeque Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani, do Catar.
"Não gostei que, duas horas antes de assinarmos o acordo, houve um ataque no Líbano, em Beirute. Foi bem no meio do país, não foi no sul, sabe, foi em Beirute. Eu não gostei disso. Deixei claro que não gostei. De jeito nenhum. Mas acho que a Síria, sabe, conseguiu unir aquele país de forma surpreendentemente rápida. É muito competente e tem sido muito bom para mim. Atendeu a tudo o que eu pedi. E se Israel não conseguir fazer o trabalho sem matar todo mundo, ele fará. A Síria fará o trabalho", acrescentou.
Desde janeiro de 2025, a Síria é liderada por Ahmed al-Sharaa, líder do HTS (Hayat Tahrir al-Sham), grupo classificado como terrorista pelos EUA e pela União Europeia.
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