Irã considera proposta de Trump "desconectada da realidade"
Regime iraniano descartou plano de 15 pontos enviado pelos Estados Unidos para o fim da guerra
O Irã rejeitou nesta quarta, 25, uma proposta do governo Trump para o fim da guerra no Oriente Médio.
A informação foi divulgada pela rede de TV estatal iraniana.
Teerã considerou o plano de Trump é "excessivo e desconectado da realidade" e afirmou que o presidente americano não ditará quando o conflito terá um fim.
"O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", afirmou o regime.
Plano de 15 pontos
De acordo com o The New York Times, o documento com 15 pontos para o fim da guerra foi encaminhado na terça, 24.
O texto foi enviado pelo chefe do Exército paquistanês, o marechal Syed Asim Munir.
Munir é visto como peça-chave na interlocução e manteria canais com a Guarda Revolucionária iraniana.
Além disso, Egito e Turquia também atuam para incentivar Teerã a se engajar em negociações.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o país apoia os esforços diplomáticos.
“Com o consentimento dos Estados Unidos e do Irã, o Paquistão está disposto e honrado em sediar e facilitar negociações significativas e conclusivas que permitam uma solução abrangente para o conflito atual", escreveu.
Mísseis balísticos e programa nuclear
Segundo a reportagem, os pontos abordam os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã.
Desde o início da guerra, os Estados Unidos e Israel têm atacado mísseis balísticos, lançadores e instalações de produção iranianos.
Em resposta, o regime iraniano continua lançando ataques contra território israelense e também contra outros países árabes.
Além disso, o Irã ainda mantém 40 quilos de urânio altamente enriquecido.
Estreito de Ormuz
O plano também trata de rotas marítimas estratégicas.
Como forma de pressionar, o Irã tem bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo.
Por lá, passam 90% de todo o petróleo do mundo.
Apesar da abertura diplomática, a Casa Branca afirma que as operações militares continuam.
“Enquanto o presidente Trump e seus negociadores exploram essa nova possibilidade diplomática, a Operação Epic Fury continua sem cessar para alcançar os objetivos militares estabelecidos pelo Comandante-em-Chefe e pelo Pentágono", afirmou Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca.
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