Israel destrói prédio onde ocorre escolha de líder supremo do Irã
Imprensa israelense afirma que ataque aconteceu quando Assembleia de Peritos se reunia para escolher novo chefe religioso
As Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam nesta terça-feira, 3, um edifício da Assembleia de Peritos, órgão clerical responsável por nomear o líder supremo do Irã.
O prédio ficava em Qom, cidade sagrada para os muçulmanos xiitas, e foi totalmente destruído.
De acordo com o site YnetNews e com o jornal Jerusalém Post, o ataque ocorreu no momento em que os integrantes da Assembleia escolhiam um novo líder supremo, para substituir o aiatolá Ali Khamenei (foto), eliminado no sábado, 28.
A Assembleia de Peritos conta com 88 clérigos, todos homens especialistas em jurisprudência islâmica.
Seus membros são eleitos por voto popular a cada oito anos.
Mas todos os candidatos precisam ser aprovados anteriormente pelo Conselho de Guardiães, em que o líder supremo tem muito poder.
Dessa maneira, o regime garante que o sucessor tenha afinidade com o líder supremo anterior.
Para Israel, a reunião de clérigos pode ter sido uma oportunidade de impedir qualquer ascensão ao cargo e evitar a posse de um sucessor no mesmo estilo de Khamenei.
A imprensa oficial iraniana tentou reduzir a importância do ataque, dizendo que o prédio destruído era velho e não era usado para reuniões importantes.
Alireza Arafi
No domingo, 1, o regime iraniano montou um conselho interino para assumir as funções do líder supremo até a escolha de um sucessor.
O clérigo Alireza Arafi, de 67 anos, foi nomeado para integrar esse conselho.
O colegiado interino inclui também o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, o clérigo conservador Gholam-Hossein Mohseni-Ejei.
Arafi é membro do Conselho dos Guardiães e também presidente da Assembleia de Peritos, responsável pela escolha do novo líder supremo.
A morte de Khamenei ocorre após mais de quatro décadas no poder.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o cargo de líder supremo concentra poderes político e religioso, incluindo definir a política externa, supervisionar o Parlamento, nomear o comandante da Guarda Revolucionária e indicar representantes do Judiciário.
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