Por que três caças americanos foram abatidos no Kuwait
"Todos os seis tripulantes ejetaram em segurança, foram resgatados sem problemas e estão em condição estável", diz nota do Comando Central dos EUA
O Kuwait é um país aliado dos Estados Unidos.
Na Guerra do Golfo, nos anos 1990, militares americanos enviados pelo presidente George H. W. Bush enxotaram as tropas do ditador iraquiano Saddam Hussein, que tinham invadido o pequeno país exportador de petróleo.
Por isso, as cenas de três caças americanos F-15 caindo dentro do Kuwait causaram estranhamento.
Nesta segunda, 2, uma nota do Comando Central dos Estados Unidos (Centcomm) explicou o ocorrido.
"Às 23h03 (horário do leste dos EUA) do dia 1º de março, três caças F-15E Strike Eagle dos EUA, que faziam parte da Operação Fúria Épica, caíram sobre o Kuwait devido a um aparente incidente de fogo amigo", afirma a nota.
"Durante o combate ativo — que incluiu ataques de aeronaves iranianas, mísseis balísticos e drones — os caças da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait."
"Todos os seis tripulantes ejetaram em segurança, foram resgatados sem problemas e estão em condição estável. O Kuwait reconheceu o incidente e agradecemos os esforços das forças de defesa do Kuwait e seu apoio nesta operação em andamento", segue o texto.
A causa do incidente está sendo investigada, segundo o CentComm. Mais informações serão divulgadas assim que estiverem disponíveis.
O custo de um caça F-15 Strike Eagle varia entre 90 milhões de dólares e 100 milhões de dólares.
Na invasão do Iraque, em 2003, também ocorreram disparos de "fogo amigo" que abateram caças americanos.
Baterias antiaéreas Patriot estavam de prontidão e confundiram os caças americanos com mísseis Scud iraquianos.
Declaração
Também nesta segunda, 2, o Kuwait e outros países árabes, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia, condenaram, em conjunto com os Estados Unidos, os "ataques indiscriminados e imprudentes" do Irã contra territórios do Oriente Médio em retaliação à ofensiva militar de EUA e Israel.
Em comunicado, eles afirmaram que os ataques "injustificados" a territórios soberanos "colocaram civis em perigo e danificaram infraestruturas civis".
Eles também reafirmaram seu direito à autodefesa e enfatizaram seu compromisso com a segurança regional.
Eis a declaração conjunta na íntegra:
"O Estado do Kuwait, o Reino da Arábia Saudita, o Reino do Bahrein, o Estado do Catar, o Reino Hachemita da Jordânia, os Emirados Árabes Unidos e os Estados Unidos da América condenam veementemente os ataques indiscriminados e imprudentes com mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra territórios soberanos em toda a região, incluindo Bahrein, Iraque (incluindo a Região do Curdistão Iraquiano), Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Reino da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Esses ataques injustificados visaram territórios soberanos, colocaram civis em perigo e danificaram infraestruturas civis.
As ações iranianas representam uma escalada perigosa que viola a soberania de muitos países e ameaça a estabilidade regional.
Atacar civis e países que não estão envolvidos em hostilidades é imprudente e desestabilizador.
Permanecemos unidos na defesa de nossos cidadãos, nossa soberania e nosso território. Reafirmamos nosso direito à autodefesa diante desses ataques e enfatizamos nosso compromisso com a segurança regional. Elogiamos a cooperação eficaz na área de defesa aérea e antimíssil, que evitou maiores perdas de vidas e destruição."
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