O que os brasileiros acham que melhoraria a segurança no país
Nível de criminalidade no Brasil é "alto/muito alto" para 88,4% dos entrevistados pela AtlasIntel
A maioria dos brasileiros aposta no rigor da legislação contra o crime para melhorar a segurança pública no país, indica a pesquisa Latam Pulse divulgada pela AtlasIntel nesta quinta-feira, 26.
Segundo o levantamento, o nível de criminalidade no Brasil é "alto/muito alto" para 88,4% dos brasileiros, mantendo-se estável ao longo do último ano.
Diante desse problema, o instituto de pesquisa perguntou quais medidas são mais importantes para reduzir a criminalidade no país.
Ao menos 57,7% dos entrevistados apontaram que seria a adoção de “leis mais rigorosas sobre o crime”, 56,9% indicaram que o ideal seria “acabar com a corrupção no judiciário e nas forças policiais” e 45% sugeriram “investimentos adequados nas forças policiais”, como efetivo, salário e equipamentos.
"Investimento em inteligência para investigação e resolução de casos", "prevenção por meio de investimentos em educação e assistência social" e "prisão em massa de criminosos" vêm logo atrás, com 38,6%, 32,2% e 29,2%, respectivamente.
"Dar carta branca à polícia para lidar com criminosos" é a solução para 23,9% dos entrevistados, e "permitir que certos direitos humanos/liberdades civis sejam restringidos para punir criminosos" é o correto para 16,6%.
"Legalização e tributação de drogas recreativas" foram indicadas como soluções por 13,5%.
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Segurança pública e o debate nacional
Quando o PL Antifacção foi aprovado pela primeira vez na Câmara dos Deputados, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a segurança pública voltou ao centro do debate nacional e “quem não entendeu isso, não entendeu o Brasil”.
"Hoje o cidadão brasileiro, cidadão de bem, tem motivo para comemorar, porque a aprovação do Marco Legal de combate às facções criminosas sepulta definitivamente a era da leniência. O Brasil resolveu chamar essas facções pelo nome certo e decidiu enfrentar o seu maior inimigo. O marco legal representa o início de uma nova etapa, que aquele que vem dominando o território, levando terror às comunidades, enfrentando o estado brasileiro, vai perder. Aqueles que votaram contra resolveram enfrentar o tema pela lente da ideologia. Mas o Brasil resolveu enfrentar o tema pela lente da realidade. Resolveu enfrentar o seu maior inimigo, o crime organizado.
Como resultado, nós temos novos tipos penais aderentes à realidade, ao dia a dia das facções criminosas, o endurecimento drástico de penas, a retirada de benefícios, o fortalecimento da execução penal, a possibilidade maior de asfixia financeira, inclusive com perdimento acelerado de bens e a intervenção em pessoa jurídica. Parabéns à coragem do presidente Hugo Mota e também ao trabalho profissional dirigente do Guilherme Derrite, que foi o relator. A segurança pública voltou ao centro do debate nacional e quem não entendeu isso não entendeu o Brasil", disse Tarcísio em vídeo publicado no X.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
2026-02-26 09:25:34Prendeu, matou. 🐆 E legislação penal diferenciada e mais severa para faccionados.