Epstein era um espião russo?
Primeiro-ministro polonês sugeriu que empresário tinha ligações com a KGB e determinou uma investigação independente
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que o país iniciará uma investigação independente sobre os arquivos liberados pelos EUA envolvendo o empresário Jeffrey Epstein.
Entre os três milhões de documentos divulgados, há revelações de que Epstein teria levado "garotas polonesas" às "festas" em sua ilha privada.
"Não podemos permitir que qualquer caso de abuso de crianças polonesas por essa rede de pedófilos e pelo organizador desse círculo satânico. Epstein não pode ser menosprezado por ninguém. Surgiram informações de indivíduos que, por exemplo, informaram ao Epstein, de Cracóvia, que já tinham um grupo de mulheres ou meninas polonesas. Decidimos, junto com o ministro da Justiça, o procurador-geral e o ministro coordenador dos Serviços Especiais criar uma equipe analítica e iniciar uma investigação se essas análises se confirmam", disse em entrevista coletiva.
Ligação com Rússia
Tusk sugeriu que o empresário americano teria ligações com a FSB (antiga KGB) e que teria recebido do Kremlin “garotas russas”.
"Cada vez mais pistas, cada vez mais informações e cada vez mais comentários na imprensa internacional apontam para a suspeita de que este escândalo de pedofilia sem precedentes foi coorganizado pelos serviços de inteligência russos. Esses assuntos precisam ser esclarecidos", afirmou.
A descoberta de um passaporte falso de Epstein durante uma operação do FBI em sua mansão reforçou a teoria de que ele poderia ter atuado como espião russo
O documento, de origem austríaca, estava no nome de Marius Robert Fortelni, com carimbos de entrada no Reino Unido, Arábia Saudita, França e Espanha.
No imóvel, os agentes encontraram um sofisticado sistema de vigilância.
Há suspeitas de que Epstein estaria coletando gravações sexuais ou comprometedoras de seus convidados, que poderiam ser usadas posteriormente para fins de chantagem.
Kompromat
Na Rússia soviética, existia uma prática conhecida como kompromat. O kompromat fazia parte do manual básico da KGB, o serviço secreto da época.
Na prática, trata-se da coleta sistemática de informações sensíveis sobre uma pessoa, que podem ser utilizadas posteriormente para pressão ou chantagem.
Embora essa técnica seja empregada por diversos serviços de inteligência ao redor do mundo, a União Soviética a aperfeiçoou e a institucionalizou como método recorrente de influência e controle.
Até o momento, nenhuma investigação oficial comprou que Epstein teria sido um espião russo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)