Crusoé
19.06.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

O estrangulamento de Cuba

O petróleo virou peça central da pressão dos EUA sobre Cuba, mirando energia, transporte, alimentos e serviços básicos

avatar
José Inácio Pilar
4 minutos de leitura 30.01.2026 09:08 comentários 0
O estrangulamento de Cuba
Imagem: reprodução
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

A decisão recente do governo dos Estados Unidos de endurecer as sanções ligadas ao fornecimento de petróleo a Cuba começa a mostrar seus efeitos potenciais sobre a economia da ilha e sobre a dinâmica regional.

A ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, com participação direta do secretário de Estado Marco Rubio, filho de cubanos expatriados, atua sobre um dos pontos mais vulneráveis do país presidido por Miguel Díaz-Canel, herdeiro direto do clã Castro.

Cuba já convivia com limitações severas no acesso a combustíveis antes mesmo do anúncio. Apagões frequentes, dificuldades no transporte e gargalos na produção industrial faziam parte do cotidiano desde que a Venezuela foi impedida de fornecer petróleo à ilha. Ao reforçar punições a empresas e intermediários envolvidos no transporte de petróleo, Washington aumenta o risco para quem mantém esse tipo de relação comercial com Havana.

Diante dessa realidade, o recuo do México, que vinha se consolidando como um fornecedor importante de petróleo para a ilha, foi mais uma vitória para a estratégia de Trump. A pressão exercida pelos Estados Unidos sobre o governo mexicano reduz o já limitado espaço de manobra de Cuba e enfraquece um canal que ajudava a mitigar a crise energética.

A consequência mais imediata tende a ser um ambiente ainda mais instável no setor elétrico, com impacto direto sobre serviços básicos e por consequência sobre a atividade econômica.

No plano político, a estratégia americana aposta no desgaste interno. Menos energia significa menor capacidade de resposta do Estado cubano em áreas sensíveis, o que pode aumentar o descontentamento social.

As ramificações dessa seca são várias. Menos combustível reduz a geração nas termelétricas movidas a diesel, aumenta apagões e limita a previsibilidade do fornecimento. Isso afeta desde iluminação pública até o funcionamento de prédios estatais, escolas e repartições.

Hospitais dependem de energia contínua para equipamentos, conservação de medicamentos e funcionamento de centros cirúrgicos. Geradores aliviam parte do problema, mas também exigem diesel, que fica mais caro e mais escasso quando o petróleo falta. A logística urbana, ônibus e trens dependem diretamente de combustíveis. Com menos oferta, o governo precisa racionar, o que reduz circulação de trabalhadores, afeta empresas, frequência escolar e limita o acesso a serviços.

A produção e a distribuição de alimentos também entram nesse aperto. Energia é necessária para irrigação, processamento, refrigeração e transporte. Falhas nessa cadeia se traduzem em menor oferta e mais filas. E há o abastecimento de água. Bombas elétricas são essenciais para sua captação e distribuição. Em períodos de cortes prolongados, bairros inteiros ficam sem água por horas ou dias, aumentando problemas sanitários.

Por fim, a comunicação e os serviços digitais. Redes de telecomunicações, internet e sistemas administrativos do Estado dependem de eletricidade estável. Interrupções frequentes reduzem a capacidade de coordenação do governo e dificultam respostas rápidas a crises.

Mesmo com o cerco dos Estados Unidos, Cuba ainda consegue comprar combustível. Só que agora o país depende de fornecedores dispostos a assumir esse risco político, de tradings independentes com operações nebulosas, de compras indiretas via terceiros ou de trocas não financeiras.

Pelo maior risco que essas empresas correm, elas cobram mais caro e costumam disponibilizar volumes menores, e cada carregamento se torna mais incerto, o que impede fluxos regulares e dificulta qualquer planejamento energético de médio prazo.

Os países que mantêm algum grau de cooperação com Cuba enfrentam escolhas difíceis entre preservar relações regionais e evitar retaliações de Washington. O resultado provável é um isolamento energético maior da ilha, com efeitos diretos na vida cotidiana da população cubana e crescimento da insatisfação com o governo, justamente o que Trump parece querer.

Edição Semana 425

A derrota triunfal de Trump

João Pedro Farah Visualizar

Falta um Dunga na seleção e na equipe econômica

Roberto Ellery Visualizar

Como virar o jogo do comércio internacional 

Márcio Coimbra Visualizar

De volta ao ventre do Atlântico

Redação Crusoé Visualizar

A porta dos 20% da terceira via

Roberto Reis Visualizar

O que faz uma delação dar certo?

Maristela Basso Visualizar

Mais Lidas

Autopromoção com dinheiro público

Autopromoção com dinheiro público

Visualizar notícia
Brasil se aproxima da Europa no indicador errado

Brasil se aproxima da Europa no indicador errado

Visualizar notícia
"Depois que enterraram a Lava Jato, acharam que o roubo era livre"

"Depois que enterraram a Lava Jato, acharam que o roubo era livre"

Visualizar notícia
Eduardo recebe uma mensagem de apoio vinda da Hungria

Eduardo recebe uma mensagem de apoio vinda da Hungria

Visualizar notícia
Líder do Irã se manifesta (por escrito) sobre acordo com EUA

Líder do Irã se manifesta (por escrito) sobre acordo com EUA

Visualizar notícia
Netanyahu promete manter tropas no sul do Líbano

Netanyahu promete manter tropas no sul do Líbano

Visualizar notícia
O encontro entre Wagner e Lima na Ilha da Paixão

O encontro entre Wagner e Lima na Ilha da Paixão

Visualizar notícia
Quando a Justiça cruza fronteiras

Quando a Justiça cruza fronteiras

Visualizar notícia
Quaquá rompe com Benedita e apoia Pedro Paulo ao Senado no Rio

Quaquá rompe com Benedita e apoia Pedro Paulo ao Senado no Rio

Visualizar notícia
Quem decide a eleição

Quem decide a eleição

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Cuba

Donald Trump

economia

Petróleo

< Notícia Anterior

Emissora venezuelana desafia regime apesar de ameaças

30.01.2026 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Quem é o novo presidente do Fed?

30.01.2026 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

José Inácio Pilar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Notícias relacionadas

EUA ampliam sanções contra o Hezbollah

EUA ampliam sanções contra o Hezbollah

Redação Crusoé
18.06.2026 17:14 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Líder do Irã se manifesta (por escrito) sobre acordo com EUA

Líder do Irã se manifesta (por escrito) sobre acordo com EUA

Redação Crusoé
18.06.2026 15:45 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Quaquá rompe com Benedita e apoia Pedro Paulo ao Senado no Rio

Quaquá rompe com Benedita e apoia Pedro Paulo ao Senado no Rio

Redação Crusoé
18.06.2026 15:15 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Netanyahu promete manter tropas no sul do Líbano

Netanyahu promete manter tropas no sul do Líbano

Redação Crusoé
18.06.2026 12:20 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso