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    A barbárie diante do indefeso: o caso de Orelha

    A crueldade deliberada praticada contra um animal indefeso ultrapassa qualquer margem de erro moral

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    Dennys Xavier
    4 minutos de leitura 26.01.2026 16:34 comentários 0
    Foto: Reprodução/ Redes sociais
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    Há acontecimentos que não podem ser tolerados nem relativizados. 

    A crueldade deliberada praticada contra um animal indefeso ultrapassa qualquer margem de erro moral. Revela um estágio de decomposição ética que ameaça não apenas a vítima, mas a integridade da própria vida em sociedade. 

    Arrancar os olhos de um cão, destruir-lhe a face, fazê-lo agonizar por prazer, rir diante do horror e registrar a própria vileza como se fosse troféu: esse tipo de ato não admite eufemismo. É brutalidade em seu estado mais puro, de seres humanos delinquentes e perversos.

    A violência contra quem não pode se defender encerra em si a mais baixa expressão do humano. Nada ali é instinto. Tudo é escolha. 

    Decisão consciente de ferir

    O gesto não brota da ignorância, do apelo a um suposto não-saber, a uma ingenuidade qualquer; surge da decisão consciente de ferir o outro por prazer, por vaidade, por jogo. 

    A criatura torturada não representa ameaça, não disputa território, não interfere em nada. É atingida por ser fraca, por ser acessível, por não ter meios de fuga nem de resistência. Nesse gesto está concentrado o símbolo mais inequívoco da perversão moral.

    A sociedade que tolera esse tipo de violência perde o sentido do que importa.

    O que importa não depende de altar, nem de rito. Está na carne que sente, no olhar que clama, no corpo que não pode escapar, coagido, sem sequer entender o porquê de passar por tudo aquilo. 

    O crime cometido contra um cão não diz respeito apenas ao cão, mas a todos que compartilham o espaço com ele. É um sinal. Um traço daquilo que se espalha. Aquilo que hoje é feito com um animal será feito amanhã com alguém que pareça fraco o suficiente.

    Juventude

    A infância/adolescência, muitas vezes, é usada como escudo. Mas a juventude não anula a capacidade mínima de discernir.

    A monstruosidade praticada por mãos jovens não é atenuada pelo frescor da idade. A adolescência é território de formação, e formação exige fronteiras claras. 

    Permitir a impunidade sob o pretexto de que são apenas jovens é alimentar a serpente que logo deixará de ser discreta. 

    O gesto que começa com um cão inocente de tudo pode terminar com um ser humano despedaçado. A linha que separa o sadismo do crime maior é mais frágil do que se imagina.

    Nenhuma civilização se sustenta sobre a indiferença. 

    A omissão diante do sofrimento do outro (especialmente do outro que não fala, não revida, não denuncia) é a porta por onde entra o colapso moral. Os que assistem em silêncio colaboram. Os que relativizam participam. Os que hesitam em punir se tornam cúmplices. 

    A resposta necessária não é educativa. É punitiva. 

    A justiça, nesses casos, é corretiva. Aquele que infringe a ordem moral dessa maneira precisa sentir o peso da consequência. 

    Equilíbrio

    Não se trata de vingança. Trata-se de equilíbrio, de justa retribuição. A dor que se impôs ao inocente deve pesar sobre quem a causou. Não para restaurar o que foi destruído (porque os olhos não voltam, o trauma não se apaga, a memória do horror não se dissolve, a morte não pode ser desfeita) mas para impedir que isso se torne padrão, repetição, norma.

    A banalização da tortura é o passo anterior à normalização da selvageria. 

    A crueldade, especialmente quando realizada neste grau de infâmia, não tem nada de acidente. É produto de um meio onde a autoridade moral foi abandonada, onde a responsabilidade foi dissolvida em discursos sentimentais, processo educativo doméstico torpe e condescendente.

    O animal indefeso não é objeto, não é lixo, não é ferramenta para diversão. É vida. E toda vida que sente, que experimenta medo, dor, angústia, é merecedora de proteção. 

    O agressor que rompe esse pacto não fere apenas um ser vivo, rompe os alicerces de convivência que tornam possível o próprio mundo humano. 

    A justiça não deve pedir desculpas por existir. Deve agir, pesadamente. Com firmeza, com clareza, com a consciência de que punir também é proteger.

    Um animal foi massacrado sem apelos... como tantos outros, diariamente, neste mundo de seres estranhos, desapiedados, cruentos. Isso basta. 

    Não há mais nada a discutir.

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