Delcy Rodríguez traiu Maduro?
A presidente interina da Venezuela teria se comprometido a cooperar com o governo Trump antes da operação que capturou o ditador, segundo o 'Guardian'
O Guardian publicou nesta quinta-feira, 22, que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, comprometeram-se a cooperar com o governo Trump antes da operação militar que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro, acusado de narcoterrorismo.
Citando quatro fontes envolvidas nas negociações, o jornal britânico afirmou que eles asseguraram secretamente a autoridades dos EUA e do Catar que receberiam bem a saída de Maduro.
As tratativas entre os irmãos Rodríguez e as autoridades americanas começaram no outono "e continuaram após uma conversa telefônica crucial entre Trump e Maduro no final de novembro".
Na ocasião, Trump teria exigido que Maduro deixasse a Venezuela, mas o ditador rejeitou a possibilidade.
A então vice-presidente venezuelana teria informado ao governo dos EUA que estava pronta em meados de dezembro
"Delcy comunicava: 'Maduro precisa sair'", disse um americano envolvido no caso ao Guardian.
"Ela disse: 'Lidarei com as consequências, sejam quais forem'", acrescentou outra pessoa familiarizada com as mensagens, segundo o jornal.
Embora cético quanto a trabalhar com integrantes do regime venezuelano, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, passou então a acreditar que um acordo com Delcy Rodríguez era a melhor maneira de evitar o caos no país após a queda de Maduro.
Diosdado Cabello
A agência de notícias Reuters publicou no domingo, 18, que o ministro do Interior da Venezuela e número 2 do regime, Diosdado Cabello, também esteve envolvido em negociações com o governo Trump antes da operação.
Mencionando quatro fontes, agência afirmou que as autoridades americanas alertaram Cabello sobre o uso dos serviços de segurança ou de militantes do partido governista para atacar a oposição do país.
"A comunicação com Cabello, que também abordou as sanções que os EUA lhe impuseram e a acusação que enfrenta, remonta aos primeiros dias do atual governo Trump e continuou nas semanas que antecederam a deposição de Maduro pelos EUA, disseram duas fontes familiarizadas com as discussões. O governo também tem mantido contato com Cabello desde a deposição de Maduro, disseram quatro dessas pessoas", publicou.
Mesmo após a captura de Maduro, os serviços de inteligência, a polícia e as forças armadas, todos controlados por Cabello, permaneceram intactos.
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