Os óculos escuros de Macron em Davos
Em seu discurso nesta quarta, Donald Trump debochou do presidente francês
O presidente da França, Emmanuel Macron (à direita da foto), chamou a atenção por discursar de óculos escuros no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na terça-feira, 20.
Em seu discurso nesta quarta, 21, o presidente dos EUA, Donald Trump, debochou do presidente francês:
"Macron, eu o observei ontem com aqueles lindos óculos de sol. Que diabos aconteceu?"
Embora Macron não tenha explicado o uso do acessório ao discursar em Davos, jornais franceses noticiaram que o presidente francês sofreu uma ruptura de vasos sanguíneos no olho.
Conhecida como hemorragia subconjuntival, essa condição desaparece em até duas semanas, sem a necessidade de tratamento.
Outra liderança global conhecida por usar óculos escuros de aviador é o ex-presidente dos EUA Joe Biden.
O antecessor de Trump, no entanto, não discursava para líderes mundiais usando o acessório.
O discurso de Macron
Em Davos, Macron criticou a pressão de Donald Trump pela Groenlândia.
O presidente francês disse não ser o momento para imperialismos e colonialismos.
"Neste contexto, quero excluir duas abordagens. A primeira seria aceitar passivamente a lei do mais forte, levando à vassalagem e à política de blocos. Penso que aceitar uma espécie de nova abordagem colonial não faz sentido. Todos os chefes de Estado, de governo e líderes empresariais que se mostrarem complacentes com tal abordagem terão uma enorme responsabilidade. A segunda seria adotar uma postura puramente moral, limitando-nos a comentários. Esse caminho nos condenaria à marginalização e à impotência."
Para Macron, a França e a Europa devem defender "um multilateralismo eficaz, pois ele serve aos nossos interesses e aos de todos aqueles que se recusam a submeter-se à lei da força".
"E, para mim, as duas respostas são, por um lado, mais soberania e mais autonomia para os europeus. Por outro lado, um multilateralismo eficiente que produza resultados através da cooperação", acrescentou.
Segundo Macron, a Europa dispõe de "ferramentas muito poderosas".
"Temos de as usar quando não somos respeitados e quando as regras do jogo não são respeitadas", continuou.
"O mecanismo anti-coerção é um instrumento poderoso e não devemos hesitar em utilizá-lo no atual contexto difícil", seguiu.
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