Bolsonaro merece estar preso para maioria dos brasileiros, segundo Quaest
Levantamento aponta que 56% da população vê enfraquecimento político de ex-presidente após condenação
A maioria dos cidadãos brasileiros considera justa a prisão de Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de reclusão. A sondagem do instituto Quaest indica que 56% dos entrevistados percebem uma perda de força política do ex-presidente após o encarceramento.
Realizado entre 11 e 14 de dezembro com 2.004 eleitores, a pesquisa revela que 42% dos participantes veem a situação como perseguição política. Outros 7% não quiseram opinar.
A divisão de opiniões é mais acentuada conforme a preferência partidária dos consultados. Entre os apoiadores do governo atual, a concordância com o aprisionamento atinge 91%. No grupo que se identifica com Bolsonaro, esse índice é de 4%.
Sobre os efeitos da prisão, 36% dos brasileiros acreditam que a medida confere maior vigor político ao líder conservador. O levantamento apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Motivações da detenção e decisões do Judiciário
A pesquisa investigou as causas atribuídas à prisão pela opinião pública. Para 32% dos ouvidos, a motivação principal foi o dano causado ao equipamento de monitoramento eletrônico. Já 21% apontam a atuação do Supremo Tribunal Federal como fator determinante.
O risco de saída não autorizada do país foi citado por 16% dos entrevistados como causa do encarceramento. Outros fatores somam 9%, enquanto 22% dos participantes não souberam responder ao questionamento.
No âmbito jurídico, o ministro Alexandre de Moraes indeferiu o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa. O magistrado alegou ausência de elementos novos que justificassem a alteração do regime prisional.
Moraes ressaltou que documentos médicos demonstram melhora no quadro de saúde de Bolsonaro, internado para tratar uma hérnia. Com a alta, o detento deve retornar para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
O que pensam os eleitores sobre Flávio Bolsonaro?
A escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL) como sucessor político é rejeitada por 54% do eleitorado consultado. Apenas 36% dos participantes aprovam a indicação feita pelo ex-presidente para a continuidade de seu espólio.
Entre os críticos dessa escolha, 19% manifestam preferência por Michelle Bolsonaro e 16% pelo governador Tarcísio de Freitas. Ratinho Júnior, governador do Paraná, é citado por 11% deste grupo.
Apesar da rejeição de 62% dos eleitores, Flávio Bolsonaro aparece como o nome mais competitivo da direita para um eventual segundo turno. O senador mantém intenções de voto que variam entre 21% e 27%.
Outros nomes do campo conservador registram índices menores nas simulações de primeiro turno. Ratinho Júnior atinge 13%, seguido por Tarcísio de Freitas com 10%, Romeu Zema com 6% e Ronaldo Caiado com 4%.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)