Advogado compara caso de Filipe Martins ao de Vorcaro
"No Brasil de Lula existem duas justiças", reclamou o advogado do ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro, réu da trama golpista
O advogado Jeffrey Chiquini (à direita na foto) comparou os casos de Filipe Martins, ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro, ao do banqueiro Daniel Vorcaro, que conseguiu decisão favorável na sexta-feira, 28, para deixar a cadeia.
"Daniel Vorcaro, do Banco Master, irá para a casa depois de 10 dias. Apesar de ele ter sido preso enquanto tentava sair do país em seu avião particular, a justiça entendeu que não há mais risco de fuga", comentou Chiquini, defensor de Filipe Martins, em seu perfil no X.
"Filipe Martins, que foi preso por uma viagem que não fez e que a PF sabia que ele não tinha feito, ficou preso mais de 6 meses em um presídio de alta periculosidade, 10 dias em uma solitária sem iluminação e segue preso em casa até hoje, sob severas restrições, proibido até de ser filmado e fotografado", seguiu o defensor.
Segundo Chiquini, "o contraste entre esses dois casos revela que no Brasil de Lula existem duas justiças: uma justiça leniente e garantista com quem está envolvido com corrupção ou crimes violentos e outra, extremamente rígida e injusta, reservada para quem comete o terrível crime de ser de oposição".
E Bolsonaro?
O comentário de Chiquini foi compartilhado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), que também comentou o caso, dizendo que Filipe Martins "não tentou fugir", e adicionou uma análise sobre o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Fraudaram seus acessos nos EUA. Bolsonaro como fugiria de uma casa cercada pela PF e pelos drones da midia? Nem o Mister M. Mas Vocaro embarcando em avião é difícil crer q não. Mas soltaram. Justiça seletiva não é justiça. Só para alguns. Nem todos sao iguais perante a lei. Não é democracia. É mais uma exceção. É o Estado Judiciário de Exceção! Democracia aqui não é!", reclamou o senador.
Vorcaro
O dono do Banco Master obteve a revogação de sua prisão na noite de ontem, por decisão da desembargadora Solange Salgado, integrante do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A magistrada optou por substituir a custódia por um conjunto de medidas cautelares diversas da prisão.
Livre da cadeia, Vorcaro será obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter qualquer tipo de contato com outros alvos da investigação, além de não poder se ausentar do município onde reside e de não poder exercer “atividade de natureza econômica/financeira”.
A decisão da desembargadora foi embasada, entre outras coisas, pelo fato de que o banqueiro avisou ao Banco Central de que iria para Dubai tentar vender a instituição. O aviso foi feito por meio de videoconferência no dia anterior à detenção.
Leia mais: O que Vorcaro disse ao Banco Central antes de tentar viajar para Dubai
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)