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Feministas ignoram judias e muçulmanas do Oriente Médio

A canadense Yasmine Mohammed (foto) criticou em conversa para o Crusoé Entrevistas desta semana a passividade das feministas do Ocidente que, segundo ela, não se importam com as agruras sofridas pelas mulheres muçulmanas e judias do Oriente Médio. Segundo Yasmine, as feministas evitam se posicionar com medo de serem rotuladas de islamofóbicas. Segue um trecho...

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Redação Crusoé
5 minutos de leitura 24.06.2024 11:21 comentários 3
Feministas ignoram judias e muçulmanas do Oriente Médio
Yasmine mohammed dois
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A canadense Yasmine Mohammed (foto) criticou em conversa para o Crusoé Entrevistas desta semana a passividade das feministas do Ocidente que, segundo ela, não se importam com as agruras sofridas pelas mulheres muçulmanas e judias do Oriente Médio.

Segundo Yasmine, as feministas evitam se posicionar com medo de serem rotuladas de islamofóbicas. Segue um trecho da entrevista:

 

As feministas no Ocidente estão conscientes da situação das mulheres nos países de maioria muçulmana?
Isso é uma loucura. Especialmente com o movimento das mulheres pela liberdade no Irã. Elas estavam arriscando as próprias vidas diante da Guarda Revolucionária, tirando seus hijabs e queimando-os em grandes fogueiras. Essas mulheres estavam sendo presas e estupradas até a morte. Elas estavam sendo espancadas até a morte. Essas histórias estavam por toda parte. Elas estavam tentando fazer de tudo para terem suas vozes escutadas. E é um milagre que elas tenham conseguido fazer com que suas vozes saíssem do Irã. Não se escutam as vozes das mulheres em todos esses outros países por causa de quão totalitárias são as sociedades em que elas vivem. Mas, de alguma forma, essas mulheres iranianas foram capazes de expressar suas vozes. Uma vez que elas finalmente foram capazes de mostrar ao mundo como é viver em um regime islâmico, a gente deduziria que as feministas do mundo se uniriam para apoiá-las. Mas esse não foi o caso, infelizmente. Elas foram traídas pelas outras feministas que olharam para elas e disseram: “Ah, nós não queremos apoiá-las porque não queremos parecer islamofóbicas”. Elas estão mais dispostas a apoiar um regime islâmico que aterroriza as mulheres. Há tantas histórias que parecem quase inacreditáveis. O fato de que as mulheres não podem cantar. Elas não podem andar de bicicleta. Elas não podem pintar as unhas com esmalte. Mesmo as pequenas liberdades foram tiradas delas. Sem contar que elas, por estarem sob a tutela de um homem, não podem escolher quando sair de casa. Quando viajar, ir à escola, abrir uma conta bancária. Grandes coisas, pequenas coisas, todas as coisas. As meninas do Afeganistão não podem nem ir para os colégios. Elas não podem aprender a ler, não podem ser educadas. Todos os aspectos da liberdade de uma mulher foram tirados delas. E nós estávamos somente tentando mostrar ao mundo o aspecto físico disso. Estávamos apenas tentando mostrar a todos o hijab, algo que é tão fácil de entender. O hijab é a ponta do iceberg. É algo muito visual, tão físico, que não há como não entender. Mas de alguma forma o mundo não entendeu ou optou por não entender.

No ataque terrorista em Israel no dia 7 de outubro, quando terroristas do Hamas violaram e mataram muitas mulheres. Não ocorreram protestos entre muitos grupos feministas no Ocidente. Qual é o problema com as feministas no Ocidente?
Essa é uma pergunta muito importante e eu gostaria de ter a resposta. Mas você pode ver que é uma coisa comum. A gente viu isso quando as mulheres yazidis estavam sendo estupradas e tornadas escravas sexuais pelo Estado Islâmico (EI ou Isis). As feministas não apoiaram as mulheres yazidis. Aconteceu também com as meninas cristãs nigerianas que foram levadas pelo Boko Haram. As feministas não apoiaram aquelas garotas. Isso aconteceu quando as meninas hindus no Paquistão estavam sendo sequestradas de suas famílias e forçadas ao casamento islâmico. Ninguém se manifestou a favor delas. Isso está acontecendo em todo o mundo, o tempo todo. E quando aconteceu com as mulheres israelenses... Eu esqueci de mencionar algo com o qual vocês também devem estar familiarizados. Mesmo na Grã-Bretanha, no Reino Unido, quando meninas britânicas estavam sendo sequestradas e forçadas a participar de estupro coletivos. Não havia ninguém para falar por elas. Os jornalistas e os políticos que as defenderam foram demitidos e perderam a reputação deles. Quando isso aconteceu em Israel, foi uma continuação do mesmo fenômeno. Sempre que os homens aterrorizam as mulheres, ninguém fala por elas. Ninguém quer falar pelas vítimas porque estão demasiadamente ocupados protegendo os terroristas. Por alguma razão, quando veem um criminoso e uma vítima, e se o criminoso for um muçulmano, eles dizem: “Ah, não podemos apoiar a vítima porque isso nos tornaria islamofóbicos ou racistas ou xenófobos”. Então eles deixam essas mulheres continuarem sendo vítimas em todo o mundo. É absolutamente horrível e muito frustrante. Quando vi isso acontecer com as mulheres israelenses, isso partiu meu coração porque eu sei como é isso. Sei como é quando você é ignorado. Nós mulheres em todo o mundo de maioria muçulmana temos gritado por tanto tempo sobre os crimes de honra. Sobre as decapitações, sobre como as mulheres têm sido tratadas em todo o mundo muçulmano. Sendo mortas apenas por terem uma conta na rede social ou porque vestem calça jeans. Pelas razões mais ridículas, eles pegam as mulheres e as tratam como se fossem vermes. Temos gritado sobre isso há tanto tempo e temos sido ignoradas. As mulheres em todas essas sociedades que mencionei antes estão sendo tomadas como escravas sexuais. Todas estão sendo usadas e descartadas e ninguém está falando por elas. Quando vi que ninguém estava falando pelas mulheres israelenses e muitas pessoas negavam os crimes, apesar de todos nós termos assistido aos vídeos, foi mais do que devastador. Eu não acreditava que o mundo pudesse ser tão cruel.

 

Assista à entrevista com Yasmine Mohammed abaixo:

 

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Comentários (3)

Amaury G Feitosa

2024-06-25 10:28:03

Esmagadas há milênios a mulher luta por liberdade e oportunidades que tanto merecem mas o buraco no oriente é muito mais embaixo, e não é por machismo mas por manipulação religiosa.


Sergio

2024-06-24 12:18:25

Excelente entrevista. Dá a dimensão exata de quanto a narrativa dos chamados “progressistas” está a serviço do obscurantismo e do terror. Mulheres e gays que fazem parte dessas manifestações anti-Israel deveriam ser enviados para o Afeganistão.


MARCOS ANTONIO RAINHO GOMES DA COSTA

2024-06-24 11:58:26

NÃO EXISTEM FEMINISTAS, EXISTEM OPORTUNISTAS.


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Comentários (3)

Amaury G Feitosa

2024-06-25 10:28:03

Esmagadas há milênios a mulher luta por liberdade e oportunidades que tanto merecem mas o buraco no oriente é muito mais embaixo, e não é por machismo mas por manipulação religiosa.


Sergio

2024-06-24 12:18:25

Excelente entrevista. Dá a dimensão exata de quanto a narrativa dos chamados “progressistas” está a serviço do obscurantismo e do terror. Mulheres e gays que fazem parte dessas manifestações anti-Israel deveriam ser enviados para o Afeganistão.


MARCOS ANTONIO RAINHO GOMES DA COSTA

2024-06-24 11:58:26

NÃO EXISTEM FEMINISTAS, EXISTEM OPORTUNISTAS.



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