Crusoé
30.10.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram

Como a China está se preparando para uma eventual guerra

Assunto Taiwan ressurge com a visita da presidente taiwanesa aos Estados Unidos; Pequim aumentou investimentos militares e destacou reunificação no último Congresso Nacional

avatar
Caio Mattos
4 minutos de leitura 10.04.2023 08:46 comentários 3
Como a China está se preparando para uma eventual guerra
Xi Jinping
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Apesar da ameaça de "retaliação resoluta" por parte da China, a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, seguiu com a sua visita aos Estados Unidos na semana passada. Ela ainda se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados americana, o republicano Kevin McCarthy, na quarta (5).

Pequim reagiu com uma série de treinamentos militares no Estreito de Taiwan, que separa a China continental do arquipélago — uma estratégia de intimidação. Sempre que esse tema ressurge, e ainda mais com o precedente da Ucrânia, cabe discutir como a China se prepara para uma eventual invasão.

O problema em uma aparente visita diplomática é o fato de Pequim reivindicar a soberania de Taiwan, um Estado de facto e democrático, próximo à costa chinesa — o governo desse arquipélago foi fundado por adversários políticos do Partido Comunista da China que se refugiaram durante a revolução de 1949. 

Apesar de sua autonomia, Taiwan não é reconhecida como um país independente pelas Nações Unidas desde a década de 1970. Nem os próprios EUA a reconhecem oficialmente.

A última série de sessões do Legislativo chinês, o Congresso Nacional da China, no início de março, traz indícios.

O regime anunciou um aumento de 7,2% em investimentos militares para 2023, atingindo a marca de 1,55 trilhão de yuans, equivalente a 225 bilhões de dólares.

A estimativa oficial, que tende a ser subnotificada, é superior ao total investido pelos aliados dos EUA no Pacífico, dentre eles Japão e Coreia do Sul, juntos.

No plano retórico, o autocrata chinês, Xi Jinping (foto), destacou em um de seus quatro discursos que "a unificação da pátria" é "a essência" de seu projeto de "grande rejuvenescimento da etnia chinesa".

Ao longo do último ano, e como se tivesse aprendido com os erros militares da Rússia na Ucrânia, Pequim implementou medidas que facilitariam uma eventual invasão.

Uma lei de dezembro, por exemplo, acelera o processo de convocação de reservistas. Desde então, o regime tem aberto centros de recrutamento em diversas províncias, dentre elas Fujian, ao lado de Taiwan.

Em específico nessa província, o regime também tem desenvolvido sistemas de defesa antiaérea e bloqueado o acesso de computadores de fora a sites das autoridades locais.

Xi invadirá Taiwan se quiser, vide Hong Kong, salvo suas peculiaridades legais e geográficas, ou outras medidas de concentração de poder, como a política de Covid zero e a extinção do limite de mandatos no comando do Executivo.

Por enquanto, Pequim aparenta preferir a manutenção do status quo até que os EUA não se preocupem mais com Taiwan.

Sob uma perspectiva realista, a preocupação americana se deve à relevância do arquipélago na cadeia de produção de semicondutores, mais de 60% da produção mundial.

Mas, os EUA já buscam autonomia. A aprovação do Chips and Science Act pelo Congresso americano, em agosto de 2022, impulsionou em pelo menos 50% os investimentos privados na manufatura de semicondutores em território nacional.

Xi tem se comprometido a tomar controle de Taiwan até 2049, no centenário da revolução comunista. Então, ele ainda tem tempo.

"O maior desafio é escapar da contínua e intensificada temeridade nos confrontos militares EUA-China no Mar da China Meridional e Oriental sem parecer enfraquecido", diz o cientista político Chih-yu Shih, da Universidade Nacional de Taiwan.

"Demonstrar a prontidão para engajar militarmente os EUA também é uma justificativa necessária para não enfrentá-lo de fato. Portanto, alguma exibição de força militar é necessária de tempos em tempos", diz.

Nessa manutenção do status quo, é preciso entender algo aparentemente óbvio: os discursos do Congresso Nacional da China também têm como público alvo a população chinesa.

"O regime precisa de prova para o público doméstico de que Taiwan não está caminhando para a independência", afirma Shih.

"O 20º Congresso Nacional do Partido dá mandato para reiniciar um novo período de 'Grande Intercâmbio' com Taiwan. Essas trocas podem demonstrar a diminuição da tensão e menos necessidade de manobras militares", diz.

A China é o maior parceiro comercial de Taiwan, sendo responsável por 25% das exportações e 20% das importações do arquipélago em 2022.

Edição Semana 444

A economia no quarto mandato de Lula

Roberto Ellery Visualizar

O Supremo também deve explicações

Maristela Basso Visualizar

A revolta silenciosa

Roberto Reis Visualizar

A reeducação cultural de Mbappé

Rodolfo Borges Visualizar

Presidente de mentira

Wilson Lima Visualizar

Fronteiras da democracia

Márcio Coimbra Visualizar

Mais Lidas

A economia no quarto mandato de Lula

A economia no quarto mandato de Lula

Visualizar notícia
A reeducação cultural de Mbappé

A reeducação cultural de Mbappé

Visualizar notícia
A revolta silenciosa

A revolta silenciosa

Visualizar notícia
A vitória dos árabes

A vitória dos árabes

Visualizar notícia
Apertem os cintos

Apertem os cintos

Visualizar notícia
Busca de brasileiros por vistos nos EUA dispara 3.718% após reeleição de Lula

Busca de brasileiros por vistos nos EUA dispara 3.718% após reeleição de Lula

Visualizar notícia
“Não tem nenhuma condenação”, diz Aldo Rebelo sobre Flávio

“Não tem nenhuma condenação”, diz Aldo Rebelo sobre Flávio

Visualizar notícia
O contra-ataque do Centrão

O contra-ataque do Centrão

Visualizar notícia
O Supremo também deve explicações

O Supremo também deve explicações

Visualizar notícia
Presidente de mentira

Presidente de mentira

Visualizar notícia

Tags relacionadas

China

Taiwan

Xi Jinping

< Notícia Anterior

Como surgiu a tradição de marcar os primeiros 100 dias de governo?

10.04.2023 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Comissão da Anistia revisa pedido de amigo de Lula

10.04.2023 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Caio Mattos

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (3)

Marcia E.

2023-04-11 09:28:58

Discurso de Ditador não dá para esconder


ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES

2023-04-11 07:18:30

Na corda bamba....


Marcelo

2023-04-10 17:04:13

A China já é uma potência econômica e militar devido a exploração, pelo mundo, da mão de obra chinesa que é muito barata. Em pouco tempo o mundo ficará de joelhos para esse país que não tem nada de democrático. É só esperar pra ver.


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (3)

Marcia E.

2023-04-11 09:28:58

Discurso de Ditador não dá para esconder


ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES

2023-04-11 07:18:30

Na corda bamba....


Marcelo

2023-04-10 17:04:13

A China já é uma potência econômica e militar devido a exploração, pelo mundo, da mão de obra chinesa que é muito barata. Em pouco tempo o mundo ficará de joelhos para esse país que não tem nada de democrático. É só esperar pra ver.



Notícias relacionadas

A vitória dos árabes

A vitória dos árabes

Samuel Feldberg
29.10.2026 18:15 5 minutos de leitura
Visualizar notícia
Zanatta denuncia "golpe" do voto distrital misto

Zanatta denuncia "golpe" do voto distrital misto

Redação Crusoé
29.10.2026 17:40 4 minutos de leitura
Visualizar notícia
As promessas de Delcy Rodríguez para a Venezuela

As promessas de Delcy Rodríguez para a Venezuela

Redação Crusoé
29.10.2026 16:13 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Principal opositor acusa Netanyahu de tentar deslegitimar eleições

Principal opositor acusa Netanyahu de tentar deslegitimar eleições

Redação Crusoé
29.10.2026 15:33 4 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso