O primeiro caso de miíase humana nos Estados Unidos, causado pela mosca varejeira Cochliomyia hominivorax, foi confirmado no início deste mês.
O paciente havia retornado de El Salvador, onde há um surto da mosca. As autoridades de saúde dos EUA, ao trabalharem em conjunto com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), afirmaram que o risco para a saúde pública é “muito baixo”, dado que o caso é isolado e vinculado a viagens internacionais.
O que é miíase humana?
A miíase é uma infecção parasitária que ocorre quando larvas de mosca infestam tecidos vivos. No caso das larvas da Cochliomyia hominivorax, o problema é agravado porque elas se alimentam de tecido sadio. Isso diferencia essa praga de outras que se alimentam de tecido morto.
Os sintomas da infecção incluem feridas que não cicatrizam, sangramento e a sensação de movimentação sob a pele, tornando a condição dolorosa. A detecção é feita por análise clínica e leva em conta o histórico de viagens para áreas endêmicas na América Central e no Caribe, onde a mosca é comum.
Além das preocupações de saúde humana, a presença dessa mosca nos EUA levanta questões econômicas. Um surto poderia comprometer as atividades pecuárias, importantes para a economia. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) tem alertado para o potencial impacto econômico severo que uma infestação poderia causar.
Estratégias de contenção e cooperação internacional
Para prevenir uma disseminação extensa, o USDA está unido a agências agrícolas e organizações internacionais, como a FAO. As medidas incluem a liberação de moscas estéreis, o que ajuda a controlar a população do parasita em áreas propensas.
O controle rigoroso em fronteiras e áreas rurais é uma prática contínua, visando detectar e eliminar o parasita antes que ele se estabeleça no território americano.
Medidas em andamento
O paciente diagnosticado com miíase nos EUA está recebendo tratamento, que envolve a remoção segura das larvas. O procedimento pode ser cirúrgico ou não invasivo, dependendo da gravidade da infestação.
As autoridades reforçam a importância de que viajantes que retornem de regiões endêmicas fiquem atentos aos sintomas e busquem atenção médica ao menor sinal de infecção.