O famoso trem Nariz do Diabo, localizado no Equador, retomou suas operações turísticas neste mês. Essa reinauguração marca um momento significativo para o setor turístico equatoriano e para as comunidades locais.
A linha, que percorre o trecho entre Alausí e Sibambe, é conhecida por seus desafios geográficos e pela beleza de suas paisagens andinas. Após cinco anos de paralisação, o trem volta a conectar vilarejos e impulsionar a economia regional.
Experiência singular na ferrovia
A rota Nariz do Diabo é frequentemente mencionada como uma das linhas ferroviárias mais difíceis do mundo. A construção da linha ferroviária no início do século 20 foi um feito de engenharia.
Para vencer os declives acentuados e o terreno montanhoso, foram necessárias técnicas avançadas de construção, incluindo o uso de dinamite. Estima-se que cerca de 4.000 trabalhadores tenham perdido a vida durante esse processo.
Hoje, o trem oferece uma experiência única. A viagem em zigue-zague pelas encostas íngremes propicia vistas espetaculares, permitindo que os passageiros contemplem a paisagem dos Andes.


História e cultura ricas
Visitar o Nariz do Diabo é mais do que uma viagem por belas paisagens; é uma imersão no patrimônio cultural equatoriano.
A rota leva os visitantes através de uma paisagem cultural rica, onde mercados locais, igrejas históricas e vilas tradicionais revelam histórias do passado. Cada parada oferece informações sobre a vida local, abrangendo desde tradições culturais até práticas agrícolas.
O trem funciona como um museu em movimento, onde os passageiros podem aprender não apenas sobre engenharia e geografia, mas também sobre as comunidades que dão vida à ferrovia. Isso amplia o papel da linha como um símbolo de história e cultura.