Os consumidores no Brasil, frequentemente em busca de opções alimentares mais saudáveis, podem ser enganados pela aparência dos pães rotulados como integral ou multigrãos.
Em muitas prateleiras de supermercados, esses produtos são oferecidos como alternativas mais nutritivas. No entanto, a escolha equivocada pode elevar os níveis de glicose no sangue, praticamente de forma equivalente ao consumo de pães brancos tradicionais.
Essa situação representa um risco significativo à saúde metabólica e pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Conhecendo a armadilha do índice glicêmico
Nem sempre um pão escuro é sinônimo de ser integral. Muitos pães rotulados dessa maneira contêm apenas pequenas quantidades de farinha integral.
A maior parte é composta por farinhas refinadas, que recebem aditivos como malte para colorir. Tais pães apresentam um índice glicêmico elevado, resultando em picos rápidos de glicose no sangue logo após o consumo.
Essa reação pode desencadear episódios de aumento de energia seguidos por quedas bruscas, promovendo fome e potencial ganho de peso.
Os perigos dos pães “falsos integrais”
- Pão de forma escuro: Comumente contém açúcar adicionado e pouca farinha integral.
- Pão com sementes: As sementes disfarçam uma massa predominantemente feita de farinha refinada.
- Pão de centeio falso: Sua coloração vem do malte, e não de farinha de centeio integral.
- Pão de mistura: Muitas vezes possui apenas 10 a 20% de farinha integral, tornando-o menos saudável do que parece.
Truques para escolher melhor os pães
Para selecionar o pão certo, o consumidor deve ir além da aparência ou do título na embalagem. É essencial verificar se a lista de ingredientes inicia com “farinha de trigo integral”.
Optar por produtos de fermentação lenta, como aqueles feitos com massa mãe, é recomendado. Esses pães não apenas melhoram a digestão, mas também ajudam a reduzir o índice glicêmico. Além disso, é prudente evitar pães industrializados repletos de aditivos.
Congelar o pão é outra estratégia que pode funcionar. O processo transforma parte do amido em amido resistente, digerido mais lentamente pelo corpo. Apesar de os estudos sobre esta técnica serem limitados, já se observa uma leve redução no índice glicêmico. Isso é especialmente importante para indivíduos que necessitam de um controle mais rigoroso da glicose, como os diabéticos.
Em suma, os riscos associados aos pães que aparentam ser saudáveis, mas impactam negativamente a glicose, não são irrelevantes. A atenção aos ingredientes e processos de fabricação pode evitar surpresas desagradáveis para a saúde.