Antonio Perrinho/DivulgaçãoPara Roberto Romano, o fisiologismo seguirá forte nos próximos anos

A corrupção é um dragão imbatível

Roberto Romano, professor de ética e filosofia, afirma que enquanto Brasília mantiver seus superpoderes o toma lá dá cá e a roubalheira não serão vencidos
18.01.19

Roberto Romano, professor aposentado de ética e filosofia da Unicamp, é personagem onipresente em discussões sobre a corrupção na máquina estatal brasileira. Ao longo das últimas décadas, juntamente com os demais brasileiros, ele viu governos começarem empunhando a barreira da probidade e saírem enxovalhados, manchados pela roubalheira. Foi assim, por exemplo, com Fernando Collor. E foi assim com o PT de Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro ex-presidente da República a conhecer a cadeia. A história recente faz de Romano um pessimista quanto às possibilidades de o Brasil vencer a corrupção. Mesmo depois de serem expostas as vísceras dos multibilionários esquemas de corrupção montados nos últimos anos, ele se mostra descrente. Não acredita que Jair Bolsonaro, eleito prometendo mudar as práticas reinantes em Brasília, vá conseguir grandes resultados nessa seara. “O grande dragão da corrupção não será vencido por um São Jorge. São Jorge não aguenta”, diz. O professor acredita que o grande empecilho está na estrutura de poder do Brasil: a centralização exacerbada, diz, favorece o toma lá dá cá. A seguir, os principais trechos da entrevista de Romano a Crusoé.

Estamos perto do fim do toma lá dá cá, como promete o governo?
Não. Não há como modificar esse modo de operação e de trato do Executivo com o Legislativo, e até mesmo com o Judiciário. Este governo, os governos anteriores, inclusive os de esquerda, mantiveram a estrutura do estado brasileiro. Isso quer dizer que você tem uma supercentralização das políticas públicas, dos impostos e de todas as iniciativas estatais na mão do Executivo. E essas prerrogativas são pagas justamente com esse toma lá dá cá. Como o governo tem essa supercentralização e precisa da autorização formal do Congresso para determinados decretos e iniciativas, e também como precisa da aprovação do sistema de Justiça, sobretudo das altas cortes, você tem sempre essa troca.

O sr. vê chances de esse tipo de prática acabar um dia?
Eu estarei no seio de Abraão e, lá, talvez ficarei 100 anos à espera. Não é um problema de pouco tempo. Temos 500 anos de práticas absolutistas. Herdamos isso, que se reitera cada vez mais. Fui convidado para falar na Câmara sobre aquelas dez medidas de combate à corrupção que o Ministério Público propôs. Me debrucei sobre as medidas, procurando uma que propusesse a modificação dessa estrutura de funcionamento do estado brasileiro. Não tinha uma. Todas as medidas tratavam das consequências, e não das causas. Aliás, quem comandava a comissão era o Onyx Lorenzoni. Mesmo pessoas que têm o desejo de corrigir o sistema corrupto brasileiro, em vez de descerem às causas e proporem mudanças, ficam colocando band-aid em cima do câncer.

Jair Bolsonaro vai conseguir enxugar a máquina pública?
Uma coisa que foi vendida pelo novo governo como maravilhosa é, na verdade, uma piora dessa centralização. Quando se diminui o número de ministérios, sem descentralizar, o que acontece? Concentra mais na mão de determinados ministros e do presidente da República todas as decisões importantes de políticas públicas no Brasil. Essa diminuição dos ministérios não corresponde a uma desburocratização ou democratização do exercício do poder. Pelo contrário. Você vai burocratizar ainda mais o sistema de troca de favores. A única maneira de atenuar essa troca é federalizar de fato o Brasil, dando mais autonomia, inclusive financeira, para municípios e estados, e descentralizar as políticas públicas, retirando-as do controle absoluto do Executivo. O que se vende como moralização, desburocratização é, na verdade, a perpetuação dessa prática nefasta da venda de votos, apoio e até mesmo de absolvição por tribunais superiores.

Divulgação/ UnicampDivulgação/ Unicamp“Ficam colocando band-aid em cima do câncer”
Seria, então, uma missão impossível?
Não é impossível. O problema é que nossa história, enquanto estado independente, é de centralização e de hegemonia do Executivo sobre os demais poderes. Além disso, você teve dois regimes de exceção no século XX que concentraram ainda mais os poderes nas mãos da Presidência da República. Essa história vem já da época da colônia, no sentido de garantir os territórios nacionais. Havia um grande medo no século XVIII e sobretudo no século XIX, a partir da independência, de que os estados brasileiros se tornassem autônomos, independentes em relação aos outros, com a criaçåo de pequenas nações, como Uruguai e Bolívia. O resultado é uma federação que não é uma federação. Para que fosse possível modificar essa forma de agir, seria necessário um movimento nacional e uma Constituição nova, que definisse melhor as prerrogativas dos municípios e estados diante do poder central. Enquanto você não tiver isso, evidentemente vai continuar com essa máquina obsoleta, concentradora, burocrática e ineficaz, que gera corrupção por todos os lados. Quando você diz que o poder Executivo libera verbas para determinadas bancadas ou determinados projetos para conseguir justamente a aprovação de projetos prioritários, isso tem um nome: corrupção. É compra e venda de lei.

Como deveria funcionar uma federação de fato?
Montesquieu, o grande teórico do estado moderno, dizia que em grandes extensões de terra com grandes massas populacionais é muito difícil que você tenha a república, e até mesmo a democracia. O governo que tende a surgir é um governo autoritário, autocrático. E por isso mesmo ele era defensor da federação. Quando você tem uma federação de fato, o poder se espalha, se distribui, em camadas menores de população e território. Quando se tem uma federação, não precisa ter um poder central tão truculento, violento e autoritário. Agora, quando se compara a federação brasileira à federação norte-americana é até covardia, não é? Nos Estados Unidos, embora o poder esteja altamente centralizado em Washington, os estados têm leis penais próprias, uma grande autonomia. É evidente que depois da guerra civil houve um reforço grande do poder Executivo nos Estados Unidos, com medo da secessão. Aqui no Brasil não temos uma federação. Temos leis impostas de alto para baixo e reformas políticas e econômicas que ignoram diversidades regionais, autonomia dos estados e municípios — o que só pode gerar a corrupção. “Brasília locuta, causa finita” (adaptação do ditado romano: “Roma falou, a causa acabou”).

O novo governo tende a ser ainda mais centralizador com a presença de muitos militares em postos importantes?
Não. Isso não é uma lei de ferro. É preciso também seguir um pouco o caminho das instituições. O período positivista, por exemplo, em que houve uma predominância muito grande de militares, com Floriano Peixoto, Benjamin Constant, não foi tão centralizador. Ele herdou um sistema centralizador do Império. Há militares que, devido à estrutura, inclusive mental, de disciplina e obediência, tendem a enfatizar o aspecto centralizador, mas há militares com uma grande percepção democrática. Marechal Rondon não tinha esse enquadramento. As Forças Armadas no período republicano tiveram que se impor ao poder oligárquico brasileiro. Sempre que se fala dos coronéis aqui no Brasil eram os grandes fazendeiros oligarcas que dominavam a política local e tinham sua guarda. Era a Guarda Nacional. Eles boicotaram o quanto puderam a instituição do Exército nacional. Muitas vezes parece que há um desejo excessivo de centralização dos militares, mas na verdade eles ainda estão respondendo a esses grandes oligarcas. O Brasil ainda é o país das oligarquias regionais, infelizmente. Os Sarney, Caiado, Bornhausen. Agora, não resta dúvida de que há um setor entre s generais que guarda ainda essa forma de pensar instituída pelo Estado Novo, do Getúlio Vargas, e depois reiterada pelo período de 1964.

O que é possível fazer para conter o apetite de congressistas por cargos?
Isso não vai mudar. Qualquer presidente da República, e eu digo isso para você com o peito aberto, se quiser conquistar e manter o mínimo de governabilidade, vai precisar do Congresso Nacional e, portanto, desses oligarcas nacionais. Quem faz a mediação sempre? Essas oligarquias. Entra governo, sai governo, entra gente prometendo moralização, e isso não muda. Para que o presidente chegue de fato a uma cidade pequena, de 100 mil habitantes, ele precisa das lideranças regionais, das oligarquias. E no Congresso ele paga o tributo. Enquanto não tivermos uma federalização do estado brasileiro, e uma atenuação desse superpoder da presidência da República, vamos ter um gigante de pés de barro. O presidente da República, na atual estrutura, é um gigante, mas precisa pagar sua permanência no pedestal.

Jefferson Coppola/FolhapressJefferson Coppola/Folhapress“O dragão da corrupção alimenta o funcionamento do estado”
Bolsonaro afirma que todos os ministros foram escolhidos por critérios técnicos, embora uma parte deles tenha filiação a partidos ou seja ligada a grupos fortes, como o do agronegócio. O governo, afinal, está ou não loteado?
Dizer que não houve loteamento é falso, porque havia a expectativa da bancada ruralista, do setor dos bancos, da bancada evangélica. O único elemento que não entra na receita tradicional do estabelecimento de ministérios é a presença bastante forte de militares. Quase todos têm perfil mais técnico do que político. Isso pode ser visto como uma virtude ou não, mas é a novidade. Todo postulante ao poder promete o que pode e o que não pode fazer. Isso aconteceu com governos de direita e de esquerda. Os franceses dizem que aquele que é candidato ao governo diz qualquer coisa.

Sergio Moro conseguirá de fato implantar um plano nacional anticorrupção?
Ele vai ter aquelas pessoas que condenou dizendo que ele tinha alvos políticos. Em segundo lugar, o Ministério da Justiça não tem a força do Executivo na sua totalidade. Longe de ser um ministério jurídico, é um ministério político, coisa para a qual Moro não foi treinado. Ele foi treinado para analisar processos, considerar, julgar e condenar. Agora mesmo ele já está enfrentando problemas, com essa denúncia do Flávio Bolsonaro (o caso do motorista Fabrício Queiroz, que movimentou 1,2 milhão de reais). A figura do grande justiceiro, sob a qual ele angariava tanta popularidade, vai se desgastar, porque não há governo que seja composto por santos. Não existe. Gosto de lembrar de Santo Agostinho, que diz que, retirada a Justiça, todos os estados são grandes quadrilhas, e todas as quadrilhas são pequenos estados. Não existe essa possibilidade de você ter um ministério de santos, uma bancada de santos. Ele vai ter que enfrentar isso. Pessoas que estão vendendo seu apoio para o governo, e esse apoio é essencial, terão que ser defendidas pelo Moro.

Que implicações esse caso traz para o discurso de Bolsonaro?
Esse caso aí é típico. As pessoas estão percebendo, de uma maneira bastante brutal, que aquele mito era mito. Não passava disso. É uma constatação de realidade. Uma coisa é a propaganda de uma fé política. Outra é a realidade da máquina do estado. E quando você tem uma estrutura de poder viciada como essa, evidentemente você vai ter sempre esse tipo de comportamento. É uma maneira de as pessoas deixarem um pouco de sonhar com essa doença brasileira que é a corrupção. A corrupção é uma coisa tremenda, que deve ser combatida. Mas muitas vezes as pessoas, em vez de assumirem de fato programas de combate à corrupção, assumem slogans. E usam determinadas figuras políticas como se fossem grandes salvadores da pátria. Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Fernando Collor, Lula. Nos primeiros dias do primeiro governo do Lula, ele ao lado do José Dirceu prometia que iria acabar com a corrupção no Brasil. No entanto, o que aconteceu? A estrutura de poder não foi modificada. Eu me lembro quando eu era menino, da musiquinha do Jânio Quadros: “Varre, varre, vassourinha, varre, varre a bandalheira, que o povo já está cansado de tanta roubalheira”. O homem durou sete meses. Depois vieram os militares, disseram que iriam acabar com a corrupção. Não acabaram. Em vez de combater a corrupção de verdade, você cria o grande fantasma da corrupção a ser vencido. O grande dragão da corrupção não será vencido por um São Jorge. São Jorge não aguenta. Depois de um certo tempo, ele está cercado de corrupção, porque a estrutura do estado é viciada. O dragão da corrupção alimenta o funcionamento do estado brasileiro.

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500
  1. Entrevista com muito "passado" pessimista e pouca informação de acões para mudanças futuras . Não agregou valor. Conclusão: Entrevista para falar mal e espalhar energia negativa.

  2. tudo bem romano. Maz 1 stf yndependenty sem yndykassoes 1 mynysteryo da justyssa atuanty phazer waler a kontytuyssao. dymynuy bastanty

  3. Ainda sobre a trajetória do professor e o cerne da entrevista, Arthur. Como eu dizia, enquanto era infernizado pelo ambiente boçal, orientava alunos com paciência, ministrava cursos relevantes e sempre respeitou a orientação política dos estudantes. Falo por experiência própria e com base em muitos anos de convivência. Sobre o ponto crucial da entrevista, ele tem razão. Se o governo encaminhar a descentralização do estado, teremos futuro. Se não conseguir, acabará em dificuldades. Torço pelo sim

  4. Entrevistar um esquerdopata sobre ética num governo de direita é sacanagem! O cara pode ter escrito vários livros, mas a índole e o caráter dele são no mínimo duvidosos. Ele torce contra o atual governo, ele torce contra o Brasil. Dizer que as mudanças não são possíveis porquê vivemos 500 anos de absolutismo, só pode ser piada. Na minha opinião, nem para piadista ele serve. Como alguém que defende a ética pode defender o Lula?

    1. Arthur, você teceu um comentário infundado, baseado em preconceitos e desconhecimento. Esse professor passou décadas dando exemplo de integridade na Universidade, ambiente intelectual deplorável marcado por rixas, brigas mesquinhas de poder e toda espécie de proselitismo (sobretudo o socialista da pior espécie, propagado pelos marxistas-stalinistas). Era constantemente atacado por militantes fantasiados de professores, ou reduzido a "picareta" por alunos que não liam nem bibliografia de curso.

  5. Infelizmente é a pura verdade... Tenho 82 anos. Sonhando com nos libertarmos de Brasilia pertenci e acho que pertenço até hoje ao movimento O SUL É O MEU PAÍS. Que sonha a independencia dos Estados Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já nasceriamos como uma das maiores economias da America do Sul......livre das corrupções de Brasilia.......

    1. Prezado José Carlos. talvez seus netos conheçam o Brasil que o senhor não pôde conhecer, se formos capazes de liderar um movimento pela descentralização. Há pessoas muito boas escaladas neste governo. Muitos ali são defensores da descentralização. O momento é ótimo. Não vamos perder o foco. ;-)

    2. Pena que a corrupção também está bastante presente no Sul também!

  6. Muito boa reportagem, esclarecedora, de alguem que conhece o meio podre que estamos vivendo no Brasil mas que não deixa uma mensagem de esperança para quem quer ver o Brasil mudar. Eu continuo acreditando e buscando fazer a minha parte. Agora estou divulgando a campanha fora Renan, que se chegar a ser presidente do Senado, ai sim que nada vai mudar mesmo.

  7. Intelectual de esquerda não acredita em nada.Pessimista.A corrupção extrapolou nos anos de governo da esquerda,isso é fato.Diz que Sergio Moro não tem experiencia política.Vai colocar quem lá?Um raposa da velha política,um advogado de banca que defende corruptos ou o José Dirceu?Estou acreditando que pode melhorar sim.

  8. Professor Roberto Romano tem razão, os políticos corruptos já fazem parte da tradição brasileira. Com raras exceções quando querem salvar o país encontram tantos obstáculos que acabam desistindo. Graças as redes sociais o que era escondido hoje todos ficam sabendo e podem participar e opinar. Milhões estão torcendo para que o Presidente Bolsonaro e sua equipe façam um bom governo e consigam melhorar a vida da população.

  9. As coisas não são tão absolutas assim. A academia tem pendores. No governo militar seguramente não tinha um décimo dessa corrupção existente.

  10. Concordo plenamente com o ilustre professor, e acrescento: É preciso alterar, urgentemente, o sistema de controle público. Imaginem o que gastamos c o controle: TCU, CGU, TCEs, TCMs, Controles Internos dos órgãos, Ministério Público, etc. Pensem nas folhas de pagamento e nas estruturas (prédios, veículos, diárias, equpentos.....). Isso tudo para exercer um "controle de meios". A EC19, dssde 1998, instituiu o controle finalístico. Mas ninguém implantou

  11. É verdade. Eu tenho esperança de alguma mudança acontecer, mas para isso o povo teria que, no mínimo, ter á consciência da necessidade de mudança de atitudes ante corrupção. Que dada brasileiro destruísse dentro de si a "Lei Gerson", da década de 70. São atitudes simples, mas que caracteriza quem somos. Tenho que acreditar e farei a minha parte.

  12. Especialista em ética e filósofo, mas lecionou na Unicamp. Não preciso ouvir mais nada! É um esquerdeopata! A Unicamp é o principal berço de intelectuais da esquerda. Que só sabem fazer críticas à toda tentativa de pensamento liberal...

  13. Perfeito. A destruição do funcionalismo público federal foi o principal passo para a distribuição dos cargos e a montagem de todos esses cartéis mafiosos. Saímos do do Coronelismo nordestino para a criação dos feudos mafiosos em todo o Brasil. Cujo resultado mais dramático é o Rio de Janeiro. Vamos mudar? Com Renam com certeza que não!

  14. Agora que Flavio foi caluniado e se defendeu tem autoridades criticando vazamentos de informacoes financeiras. Agora TEM que vazar sim !! Tem que revidar nesses filhos de uma vaca !!

  15. É muito especialista pra falar de problemas. Aliás, os problemas já sabemos quais são. Faltam especialistas em solução. O entrevistado disse para tirar as políticas públicas d controle do executivo; Beleza, vamos colocar nas mãos de quem?

  16. esse cara é um petista sem vergonha, está parecendo os especialistas da USP, dizer que até os partidos de esquerda foram corruptos é uma piada, os partidos de esquerda no mundo inteiro são os mais corruptos, eles não sobrevivem sem a corrupção, essa entrevista cairia bem na carta capital..

  17. Pena de morte ou prisão perpétua para corrupção! Talvez não acabe, mas vai inibir muito! A impunidade é o arcabouço da corrupção no Brasil!

  18. Eu perguntaria ao entrevistado acima, Sr. Roberto Romano, qual seria de fato, se possível com detalhes, a ação ou as ações, que nós teríamos que tomar ou exercer, para que esse quadro sujo de corrupção seja superado e vencido. Foi colocado por V. Sa., que medidas como existe nos EUA, sejam implantadas para vencermos, definitivamente, essa situação, ou seja, descentralizar o poder central do governo Brasileiro, e criar condições p/ que os Estados e Municípios tenham poder para exercer de fato.

    1. daí ele ia chamar você para uma aula em particular. acho muito complexo para ser resumido em uma resposta mas com a matéria toda dá pra ter uma noção básica de sua pergunta.

  19. Ponto de vista lúcido. Sintetizou o funcionamento da máquina do Estado Brasileiro desde sempre. A questão é como conseguir convencer u'a massa significativa de eleitores que a forma de acabar com a corrupção endêmica do país é a municipalização, a despeito da resistência das velhas raposas da politicagem.

  20. Ter o pé no chão é importante. Não acredito que Bolsonaro fará milagres.... MAS COM CERTEZA ELE É UMA MELHOR OPÇÃO DO QUE O HADDAD OU O CIRO!

  21. Que professor retrógrado, ja mudamos muitas coisas desde 2013, e vamos continuar. Daqui a 4 anos o partido novo irá assumir o Brasil.

    1. O Novo precisa, primeiro, mostrar serviço nas Minas Gerais...

  22. Uma das grandes diferenças dos governos anteriores é a existência das redes sociais onde a população pode e deve ficar vigilante, atenta aos atos e manipulações dos políticos e juízes em tempo real. Não podemos “abrir a guarda”, temos que manifestar nossa insatisfação com qualquer um que “pise na bola”.

  23. Disse tudo o que estava escancarado na época das eleições. O pior é que o Mi(n)to é de barro. Sempre foi. Eu sempre escrevi isso no O Antagonista. Pior ainda é que o próprio partido do Mi(n)to é totalmente desestruturado, além de não ter ideias que orientem as suas ações. É um vazio. Manda quem quer. Quem gritar mais alto. A viagem dos parlamentares do PSL foi demonstração clara que qualquer empresa privada os compram. Bastou uma passagem de ida e de volta. Preocupar-se-ão com leis? Duvido.

  24. Se os Barbarlhos roubam no Pará loucamente, os Sarney no Maranhão, Os Ferreira Gomes no Ceará, Os Collor de Melo e Calheiros em Algaoas, os Braga no acre, os Perrilos e Caiados em Goiás..............então imaginemos a festa da oligarquias regionais sem uma fiscalização do por der central.........................ai é que a robalheira e o patrimonialismo explodem ........................a resposta seria um Parlamentarismo Monarquico .........relativamente centralizado..................

  25. E muita ingenuidade acreditar em acabar com a corrupção. A descentralização dos recursos tampouco reduzirá o problema (basta ver o número de casos de desvio de verbas da merenda escolar). Mas se o novo governo conseguir diminuir a corrupção já será uma grande vitória. O que precisamos sim é reduzir o tamanho do Estado brasileiro e restringir sua atuação às áreas essenciais e que não interessam ou não podem ser exercidas pela iniciativa privada.

    1. Concordo com vc. Ficar atento sem fanatismo ou pessimismo.

  26. Esse homem é puro pessimismo. Com gente assim não se vai a lugar nenhum. Parece até que nunca ouviu falar numa coisa chamada opinião pública. Que hoje está em farrapos, e bem temperamental, como um touro na arena. E isto é um perigo para os corruptos: o touro pode corcovear e derrubar hoje o que o montava ontem. É apostar prá ver. A pasmaceira do brasileiro está dando lugar a um descontentamento que pode nos levar a "mares nunca antes navegados". Quem viver, verá.

    1. Este Sr é pelego do FHC. Acredito que um vice-presidente general e não uma coisa como Manuela , generais em ministérios e não gedeis, padilhas, dirceus, idelis, mercadantes, e cia Ltda, serão a nossa esperança! SALVE AS FORÇAS ARMADAS!!!

  27. SOMENTE UMA REFORMA RADICAL PARA ACABAR COM A CENTRALIZAÇÃO DO PODER NO BRASIL. SOMENTE UMA CONSTITUINTE INDEPENDENTE EM QUE SEUS MEMBROS REPRESENTEM REALMENTE TODOS OS SEGUIMENTOS DA SOCIEDADE. SEM AS AMARRAS DESSA POLITICAGEM DO TOMA LÁ DA CÁ.ENQUANTO ISSO NÃO ACONTECE CAMINHAMOS PARA UM IMPASSE CONSTITUCIONAL, EM QUE UM GRANDE EXEMPLO É A REFORMA DA PREVIDENCIA, A QUAL PELOS PRIVILÉGIOS QUE ENCOBRE, JAMAIS SE CONCRETIZARÁ COM ESSE CONGRESSO CAUSADOR, AO LONGO DOS ANOS, DOS PRIVILÉGIOS .

  28. E’ so’ ver a lista dos ilustres senadores da República candidatos a presidência do Senado: não sobra um que esteja semi-limpo. A mudança no Brasil vai requerer décadas, e ninguém quer escutar essa verdade.

  29. Uma das melhores reportagens já produzidas pela equipe da Crusoé! Parabéns! Agora, se vocês quiserem avançar n papel de agentes da mudança do nosso País, (como já o são, aliás!), essa reportagem poderia se tornar pública, para atrair novos leitores e ser distribuídas a todas as redes sociais! Continuem o excelente trabalho!

    1. Concordo é uma excelente matéria para pessoas que não estão cegas, nem por Bolsonaro nem pelo Lula, mas que relata a verdadeira história da política brasileira, parabéns Crusoé.

  30. estes indivíduo e petista de carteirinha da UNICAMP. Metido a sério mas é farinha do mesmo saco dos petistas da UNICAMP.

  31. Muito pessimista , mas me tornou ainda mais convicta do que penso: sem uma grande refirma política em 2020, com fortalecimento da feferação e com a implantação do voto distrital misto...o Brasil NÃO terá saída. E estaremos ainda mais próximos de uma guerra...

    1. Seria muita ingenuidade a acreditar que um simples mandato acabaria com toda uma cultura e estrutura política sórdida. É preciso muito mais, e uma mudança profunda só se obtém com amplo debate social. Fedaralizar? Voto distrital? Termos que precisam ganhar a Grande Rede! O 4° Poder consagrado na última eleição. É imperioso o ponta-pé inicial. Material de estudo não falta: sistemas democráticos e corruptos.

  32. O grande problema no Brasil, como exposto no livro "Porque o Brasil cresce pouco", é a mentalidade extrativista ( rent seek) que existe desde o Brasil colônia, o que faz com grupos ou pessoas tentam se apropriar do dinheiro dos pagadores de impostos em detrimento da população.

  33. Esse sujeito é petista. Já fez uma análise final de um governo que mal começou. Se sabe tudo sobre tudo, por que só fala? Sou bem mais Olavo de Carvalho.

  34. Até isso Bolsonaro prometeu na campanha: rever o pacto federativo. "Fazer o dinheiro descer", "menos Brasília, mais Brasil". O homem fez um discurso democrático sim. Agora o governo precisa realizar. Esses teóricos só conseguem criticar mesmo, realizar que é bom, nada. #LulaPreso #TemerNaCadeiaTb

    1. Concordo com a Erika !! Primeiramente devemos acreditar... em crer....O Bolsonaro cresceu como único para combater o petismo. A missão dele não é fácil! Mas tem o meu voto; acredito em suas palavras de transformar algo que estava quase destruído. Vamos crer e acreditar que ele possa mudar este país tão maravilhoso!!

  35. Para Charles de Secondat, mais conhecido pelo nome de sua baronia, Montesquieu haveria três sentimentos políticos fundamentais, cada um deles assegurando um tipo de governo: a república dependeria da virtude, a monarquia da honra e o despotismo do medo. A virtude da república não é uma virtude moral, mas uma virtude política. É o respeito pelas leis e a dedicação do indivíduo à sociedade. No Brasil do “cada um por si”, só um milagre mesmo.

  36. Imbatível é até porque em ética mais estrita todos somos corruptos. Mas não é porque sempre vai existir assassinos que o "dragão" não deva ser combatido com políticas públicas e punição. Agora, concordo que a Reforma Fiscal e a Reforma Política dando mais autonomia aos municípios e aproximando os eleitos do seu eleitor deveriam preceder a Reforma Previdenciária. Essa deveria se limitar, de imediato, a remediar os desvios e os privilégios e a ordenar uma transição para o sistema de capitalização.

  37. Criticar é fácil! O duro é realizar! E o governo Bolsonaro em poucos dias está fazendo muito. O povo não é mais o mesmo, a eleição foi um fato. A internet está mudando a visão e quem não está vendo vai ficar para traz! Vamos ajudar e cobrar! Você está ajudando?! Confiança! Confiança! Confiança!

  38. É complicado. Bolsonaro andou falando em transferir mais verbas para os Estados e municípios. Mas fico pensando se os prefeitos e governadores são confiáveis, num país em que o nível de educação da população é muito baixo. Sobre coronéis, vamos ver o que vai acontecer com Renan Calheiros. O bicho está pegando para o lado dele.

    1. Li a entrevista desse homem com dificuldade. Parece que ele não considera o Brasil novo que está surgindo, com a mobilizaçao do povo e com o surgimento da Lava Jato, operação famosa no mundo todo. Depois li, abaixo, diversos comentários que ele assinou um manifesto sobre " eleiçao sem Lula é fraude". Como acreditar num homem desse?

  39. É, sem gente não há governo, portanto os erros e acertos têm. Mas, apesar da imprensa ser "livre" é bem dirigida por quem quer que a coisa aconteça a seu modo. Antes o vilão era os PTralhas, agora são os Bolsonarios, por apenas 1.2 milhões. Isto faz parte o RAchid. para que a cisa fique bem, gente tem que ser presa e demitida, seja lá de que partido for. Tomara que a coisa funcione, a bem da gente brasileira, pagador de impostos.

  40. Acho engraçado a Cruzoe ter dado espaço para alguém que assinou um manifesto de "eleição sem Lula é fraude" ou que no caso da facada em bolsonaro disse 'o feitiço voltou contra o feiticeiro". Esse Roberto Romano não têm moral ou ética alguma para emitir qualquer opinião ou juízo? já me arrependo de ter assinado a Cruzoe. se continuar assim, esqueçam de mim como cliente.

  41. À luz do artigo do Dr. Modesto Carvalhosa em 28.12.18 na Crusoé, seria oportuno ouvir o prof. Romano sobre corrupção e privilégios na estrutura do estado brasileiro, como sempre faz com maestria, mas talvez desfocando um pouco das instituições estritamente políticas e abordando o problema com uma visão mais ampla e abrangente sobre outras áreas das instituições públicas, como as Universidades, por exemplo.

  42. Concordo com o Professor.Sem federação não há solução.Acredito inclusive, que futuramente voltaremos aos estados-nações.Sub-nações que se federalizarão em função de orientações sócio-econômica-política e defesa.O município será o elemento chave.A TI viabilizará e otimizará o processo democrático de governo.

  43. Espero que esse Professor aposentado tenha contribuído com alguma de útil na sua carreira, pois se for só pra falar mal e dizer que jamais vai dar certo, aí era melhor ter ficado quieto!

  44. Ele conseguiu identificar cirurgicamente a causa da corrupção: o centralismo de poder em Brasília; as leis interventoras constitucionais; a estrutura de poder do Estado, que gera ineficiência, burocracia e corrupção.

    1. esquerdinha...ridículo...Acho que ele gostaria de ter o sapo barbudo como presidente..

    2. Bem que eu tava achando a conversa meio esquerda caviar!

  45. O entrevistado não falou uma palavra sobre um dos polos principais do plano econômico de Paulo Guedes. “Mais Brasil e menos Brasília “, que visa justamente a descentralização das decisões econômicas para os Estados e Municípios, o cerne do discurso do entrevistado para diminuir a corrupção. Imperdoável, o entrevistador não o ter questionado a respeito.

  46. é mais uma discussão da achologia... que não é boa ciência ... o traço cultural e da personalidade do povo brasileiro, alimentado por uma política de toma lá, dá cá... é um sistema que se auto alimenta e uma educação forte em valores e praticas pode começar a mudar isto ... com 50 anos de pratica diuturna ... sem descanso ... o governo Bolsonaro pode ser um bom início... só isto...

  47. Concordo que a corrupção nunca será eliminada..parece estar no DNA humano, porém com punições exemplar vc consegue minorar essa prática tão nefasta!

  48. É difícil combater a corrupção, mas nunca o BRASIL teve uma oportunidade tão grande de começar a fazê-lo com mais eficácia. Não depende só do novo governo . O brasileiro tem que fazer a sua parte e deixar de querer ser mais esperto e tirar vantagem em tudo.

  49. Sempre achei que o grande problema dos teóricos é ficar só na teoria, pois é muito fácil dar soluções fantasiosas. Se nem os EUA são, para o entrevistado, um exemplo de federalização, teorizar sobre a federalização no Brasil é brincadeira. Não vi um único estímulo as ações do atual governo que indicasse que o entrevistado deseja algo além do que sua própria promoção.

  50. Não confio em Roberto Romano. Recomendo a todos que leiam com muita mas muita desconfiança. A vaidade é maior que o homem. Cautela e olho vivo.

  51. Fim do Foro Privilegiado, fim das estatais, fim da previdência pública, mantendo só uma assistência social forte para necessitados e pessoas que precisam verdadeiramente de auxílio e atenção. Não há corrupto que sobreviva a isso!! Esse tempo chegará em breve

  52. Achei uma pena que o reporter, Eduardo Barretto, não perguntou ao entrevistado se ele já ouviu, ou leu algo, sobre o discurso do Paulo Guedes. Se houver vontade política do novo Presidente, é exatamente isso que esperamos que aconteça. FEDERALIZAÇÃO já!

    1. Acho graça quando ele fala que "...até os governos de esquerda". Como se o socialismo, fascismo e social democracia não centralizassem o poder com alto grau de Autoritarismo ( Totalitarismo ) criando as condições perfeitas para a grande corrupção estatal e a pequena corrupção do cidadão tentando sobreviver e meio a uma montanha de regulações.

  53. Lula e Dirceu prometeram combater a corrupção. E o que aconteceu? Eles mesmos alimentaram a fome da corrupção, e se transformaram no próprio dragão. Nunca tiveram a intenção de mudar nada.

    1. Não me venha relativizar o papel de pessoas que alimentaram a corrupção. Dizer que a corrupção é um monstro que corrompe a todos. "Pobrezinho, era bom, mas o sistema corrompeu ele". Todos os países têm pessoas poderosas em posições de poder, e muitos deles conseguem manter a corrupção controlada. Para cá, a federalização de fato pode ser uma saída, mas o que falta são bons governantes que governem por exemplo. Lula foi longe disso. Dirceu pulou de cabeça no mar de lama.

  54. É Barreto vc nos pegou na jugular. Esse Romano é polêmico e inconsequente. Teórico que é abraça o que estamos execrando no momento. Princípios marxistas, gramscistas, englobados em um comunismo praticados de forma covarde, pela maioria dos nossos representantes após o governo militar. Romano é parte disto e é falso qdo lhe creditamos algum valor intelectual. Nesse crédito concluo que votei corretamente no Exército Brasileiro. Tenho fé. Que ele reestruture a esquerda, sua última missão teórica.

  55. Da pra reduzir muito a corrupção. O remédio mais eficaz é reduzindo o $$$ público. Menos contratos, menos licitações, menos oportunidades para ladrões. Privatize, extingua estatais e cargos na adm. Federal, que da certo

  56. Falar em Dirceu acabar com a corrupção e esquecer o que ele disse do STF. Nada dará certo diz ele,depois de limpar a consciência com toneladas de documentos provando que a quadrilha de LULA quebrou o Brasil e soltou um flato ( eleições sem Lula é golpe)

  57. "Não se combate câncer com band-aid." Desde o primeiro momento, em que o Brasil adquire consciência de si próprio, surge a necessidade da descentralização do poder e os rudimentos de uma verdadeira federalização. Os movimentos sociais históricos, que foram criminosamente sufocados, buscavam justiça social e independência política e maior participação no bolo federal. Todos sufocados pelos aparelhos militares do império e da república e pelas milícias oligárquicas. A constituição garante isso.

  58. Análise bastante lúcida da realidade mas um bom diagnóstico não garante por si só a solução do problema. Sobre descentralização e autonomia: houve um tempo em que estados e municípios podiam emitir sua própria dívida. Todos sabemos como terminou isso.

    1. Essa proposta é do Bolsonaro. Não precisa um assinante do manifesto "Lula Livre" dizer isto com palavras que parecem de um isento.

    1. A surpresa depois de acreditar e votar no Mito é constatar a desonestidade de Flávio e o apoio de Bolsonaro no filho.Uma decepção! O próximo escândalo será o de Eduardo.Realidades muito diferente do slogan e das promessas da campanha.Muita decepção!!!! Família desonesta

    2. Passamos realmente por essa metade do seculo com o poder dominante das oligarquias e dos coroneis, com todo dominio do poder e da informação, o entrevistado estâ com o foco na fotografia do passado. Precisamos de uma reforma politica profunda e tem que ser pela população, não vai ser dificil agora com o poder da informação nas mãos da população. Nessas eleições tivemos varios deputados eleitos somente colocando seus pensamentos nas redes sociais a reforma polica se dará desta forma.

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