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Edição Semana 364

Voto por distrito

Câmara dos Deputados analisa substituição do sistema proporcional por outro, para aproximar o representante do seu eleitor

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Guilherme Resck
6 minutos de leitura 25.04.2025 03:30 comentários 3
Voto por distrito
Lacração de urnas. Foto: TSE
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A discussão sobre a implementação no Brasil do voto distrital misto, em substituição ao atual sistema proporcional por meio do qual são eleitos os vereadores e os deputados, ganhou força nos últimos meses na Câmara dos Deputados.

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Guilherme Resck

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Comentários (3)

Carlos Renato Cardoso Da Costa

2025-04-26 18:47:31

Reforma mambembe. Enquanto não acabar com o voto proporcional seguiremos um cenário eleitoral em que o protagonista é o líder partidário e o eleitor é só o trouxa que chancela o jogo de cartas marcadas


Maria Aparecida Visconti

2025-04-25 16:47:21

Ramos, eu acrescentaria o fim do piso mínimo (8 candidatos) e o teto máximo (80 candidatos) para a Câmara. Como está hoje, favorece estados sem relevância e prejudica os com maior população. SP é o mais prejudicado pelo sistema atual. Veja, pe, a força política dos estados do NE, N e CO.


JRamos

2025-04-25 15:35:04

A dificuldade em resolver os problemas do Brasil tem relação estreita com a forma como o poder politico é obtido e mantido. O mandato político não é tratado como missão a serviço da sociedade, mas sim como uma carreira profissional que confere influência sobre a máquina estatal, altos ganhos e privilégios pessoais. As campanhas são caras e sujeitas a manipulação econômica, razão pela qual seu financiamento tem mudado de modelo: do privado puro para o misto e hoje para o estatal puro controlado pelos presidentes dos partidos. Entretanto as imperfeições permanecem. Para ser candidato um cidadão não precisa de nenhuma qualificação especial ou experiência prévia, basta se filiar a um dos 35 partidos existentes e conhecer algum dirigente que o indique. Em sendo eleito o cidadão já assume devendo a seu padrinho político que cobra a dívida na forma de apoio em indicações para cargos públicos, votações ou coisas piores... Via de regra um dos primeiros pensamentos do político eleito é de como irá fazer para pagar os compromissos assumidos com os eleitores, padrinhos políticos, amigos e familiares. Ato contínuo começa a batalha pela reeleição. Vejo como única solução algumas mudanças na constituição federal a serem promovidas por iniciativa popular e encampadas por um partido realmente comprometido com a causa, a saber: 1-Implantação do voto distrital ou distrital misto, visando: Baratear radicalmente o custo eleitoral, reduzindo as verbas públicas e a influência dos caciques partidários; Aproximar o político de seus eleitores, tanto nas demandas quanto na prestação de contas; 2-Fim do foro especial para políticos, única forma de, realmente, estabelecer a igualdade entre todos os cidadãos 3-Definição de uma idade mínima para cada cargo eletivo 4-Exigência de uma vida profissional prévia de 5 anos para ser candidato a cargo eletivo 5-instrução mínima: 2º grau completo 6-Proibir uma 2ª reeleição para o mesmo cargo, para acabar com a perpetuação e os feudos. Só poderão fazer carreira política aqueles cidadãos que forem muito bem reconhecidos pelos eleitores, e mesmo assim somente de forma ascendente.


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Comentários (3)

Carlos Renato Cardoso Da Costa

2025-04-26 18:47:31

Reforma mambembe. Enquanto não acabar com o voto proporcional seguiremos um cenário eleitoral em que o protagonista é o líder partidário e o eleitor é só o trouxa que chancela o jogo de cartas marcadas


Maria Aparecida Visconti

2025-04-25 16:47:21

Ramos, eu acrescentaria o fim do piso mínimo (8 candidatos) e o teto máximo (80 candidatos) para a Câmara. Como está hoje, favorece estados sem relevância e prejudica os com maior população. SP é o mais prejudicado pelo sistema atual. Veja, pe, a força política dos estados do NE, N e CO.


JRamos

2025-04-25 15:35:04

A dificuldade em resolver os problemas do Brasil tem relação estreita com a forma como o poder politico é obtido e mantido. O mandato político não é tratado como missão a serviço da sociedade, mas sim como uma carreira profissional que confere influência sobre a máquina estatal, altos ganhos e privilégios pessoais. As campanhas são caras e sujeitas a manipulação econômica, razão pela qual seu financiamento tem mudado de modelo: do privado puro para o misto e hoje para o estatal puro controlado pelos presidentes dos partidos. Entretanto as imperfeições permanecem. Para ser candidato um cidadão não precisa de nenhuma qualificação especial ou experiência prévia, basta se filiar a um dos 35 partidos existentes e conhecer algum dirigente que o indique. Em sendo eleito o cidadão já assume devendo a seu padrinho político que cobra a dívida na forma de apoio em indicações para cargos públicos, votações ou coisas piores... Via de regra um dos primeiros pensamentos do político eleito é de como irá fazer para pagar os compromissos assumidos com os eleitores, padrinhos políticos, amigos e familiares. Ato contínuo começa a batalha pela reeleição. Vejo como única solução algumas mudanças na constituição federal a serem promovidas por iniciativa popular e encampadas por um partido realmente comprometido com a causa, a saber: 1-Implantação do voto distrital ou distrital misto, visando: Baratear radicalmente o custo eleitoral, reduzindo as verbas públicas e a influência dos caciques partidários; Aproximar o político de seus eleitores, tanto nas demandas quanto na prestação de contas; 2-Fim do foro especial para políticos, única forma de, realmente, estabelecer a igualdade entre todos os cidadãos 3-Definição de uma idade mínima para cada cargo eletivo 4-Exigência de uma vida profissional prévia de 5 anos para ser candidato a cargo eletivo 5-instrução mínima: 2º grau completo 6-Proibir uma 2ª reeleição para o mesmo cargo, para acabar com a perpetuação e os feudos. Só poderão fazer carreira política aqueles cidadãos que forem muito bem reconhecidos pelos eleitores, e mesmo assim somente de forma ascendente.



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