Richard Jopson"O Brasil se destacou de uma maneira negativa na pandemia. Muita fake news, cloroquina, pessoas sem máscara em público, brigas entre autoridades"

A geopolítica na pandemia

Ian Bremmer, presidente da badalada consultoria global Eurasia, afirma que a maioria das democracias tem instituições capazes de resistir à crise e calcula o risco de mais um impeachment no Brasil
19.06.20

O cientista político americano Ian Bremmer cunhou a expressão G-Zero em seu livro Cada nação por si – perdedores e ganhadores em um mundo sem lideranças, publicado em 2012. A expressão era um jogo com as badaladas e improdutivas reuniões de cúpula, como o G20 e o G7. O G-Zero, definiu ele, seria uma ordem mundial em que “nenhum país ou aliança durável de países é capaz de preencher os desafios de uma liderança global”.

Para Bremmer, fundador e presidente da consultoria Eurasia, a pandemia do coronavírus acelerou alguns movimentos que já estavam ocorrendo e aprofundou conceitos que ele já tinha traçado em seu livro, como a carência de uma liderança poderosa e de alcance global. Apesar de ter ficado mais belicosa, a China, diz o analista, só conseguirá ganhar influência junto aos países mais pobres. Em várias nações, protestos testarão a estabilidade de governos. “Quando estudamos a maioria das democracias do mundo, vemos que elas estão mais enraizadas e estabilizadas do que se imagina. Isso é uma boa notícia e uma má notícia. É boa porque não haverá muitas revoluções. É má porque, com isso, os líderes políticos não serão incentivados a fazer reformas”, afirma.

Com escritórios em diversos países, dois deles no Brasil, a Eurasia colhe constantemente informações para produzir relatórios sobre riscos políticos. Bremmer não vê a possibilidade de um golpe militar no Brasil, ao contrário de prognósticos publicados recentemente pelos jornais Financial Times e New York Times. Quanto a um possível impeachment de Jair Bolsonaro, uma indagação que certamente lhe é feita por muitos de seus clientes ao redor do planeta, ele tem a resposta na ponta da língua: acredita que a possibilidade está diretamente relacionada à aprovação popular do presidente. “Para que o impeachment de um presidente brasileiro se torne muito provável, é preciso que sua aprovação esteja abaixo de 15%. É como nos Estados Unidos”, diz Bremmer. Ele conversou com Crusoé por telefone, de Nova York.

A pandemia alterou o equilíbrio de poder no mundo?
Muitas tendências que já estavam em curso foram aceleradas. Os Estados Unidos e a China já andavam se estranhando antes. Com o coronavírus, essa confrontação aumentou dramaticamente. Também temos visto a desigualdade crescendo em várias democracias. Isso cria uma polarização política e arranha a legitimidade das instituições. As novas tecnologias, por sua vez, afetam as corporações tradicionais e diminuem as lojas físicas. Todos esses movimentos ganharam velocidade. Em 2011, escrevi sobre o conceito de G-Zero no livro Cada nação por si: perdedores e ganhadores em um mundo sem lideranças. Essa ideia de um vácuo de poder tem se se expandido de forma profunda e ampla durante a crise.

Os confrontos desta semana que deixaram ao menos vinte soldados mortos na fronteira entre a China e Índia têm alguma relação com a Covid-19?
A pandemia deixou o presidente chinês Xi Jinping mais inseguro. Ele, que já estava preocupado com um possível confronto com os Estados Unidos, passou a temer uma reação por não ter atuado corretamente quando surgiram os primeiros casos de coronavírus. Como resposta, tornou-se mais nacionalista. Isso pode ser atestado na repressão a Hong Kong e no envio de soldados para a fronteira com a Índia. Xi Jinping não quer uma guerra. A Índia também não. O problema é que, com Xi Jinping assumindo uma postura agressiva, uma confrontação fica mais provável. É algo perigoso, porque tanto Xi Jinping como o indiano Narendra Modi estão sendo pressionados pela população em seus países. Xi Jinping não vive em um país democrático e não busca a reeleição. Apesar disso, mesmo em um regime autoritário o líder deseja ser querido pela população. É importante que os cidadãos achem que ele está fazendo um bom trabalho. E, francamente, Xi Jinping está passando por uma fase muito difícil neste momento.

Richard JopsonRichard Jopson“As empresas serão cobradas para serem mais patrióticas”
Ao ficar mais agressiva, a China ganhará mais influência no mundo?
A China pode aumentar seu prestígio junto a países pobres. Quando se olha para as nações que fazem parte da Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative, um projeto de infraestrutura e investimentos em dezenas de países), podemos constatar que a China construiu uma relação forte com elas por meio do comércio. Os chineses também são os seus maiores credores. Cerca de 80% da dívida externa dos países da África subsaariana é com Pequim. Então acredito que a China terá um papel maior no sudeste da Ásia, na África subsaariana, no sul e leste da Europa e na América Latina.

E a relação entre a China e os países ricos?
Há um antagonismo crescente com as nações desenvolvidas, o que certamente não é bom para os chineses. Eles já perderam muita influência nos Estados Unidos. As disputas tecnológicas e o desejo de os americanos tirarem suas fábricas da China podem levar outros países desenvolvidos a seguir o exemplo. Grandes empresas de telecomunicações canadenses optaram por empresas europeias, como a Ericsson e a Nokia, para construírem suas redes de telefonia 5G, desprezando a chinesa Huawei. O Reino Unido deve seguir na mesma linha. A Austrália também está em uma briga forte com a China, porque o governo apoiou uma investigação independente sobre o acobertamento da pandemia em Wuhan.

O poderio americano está definhando?
Não estamos em um mundo dominado pelos Estados Unidos. Há mais unilateralismo. Mas o país tem bancos muito mais sólidos que os europeus. Por causa disso, uma crise nos mercados emergentes afetaria muito mais as instituições financeiras europeias do que as americanas. Os Estados Unidos também têm a moeda de reserva do mundo. Em uma crise, ninguém sai comprando euro, iene ou libra esterlina. Todos preferem o dólar. Os Estados Unidos exportam energia e comida, o que os torna ainda mais poderosos. É claro que o presidente Donald Trump tem uma relação pessoal ruim com líderes de países aliados. O francês Emmanuel Macron, a alemã Angela Merkel e o canadense Justin Trudeau não gostam muito dele. Mas o alinhamento que esses países mantêm com os Estados Unidos ainda é muito vigoroso. Os Estados Unidos podem ter perdido muito soft power, mas o seu hard power, quando comparado com o de outros países, tem crescido de forma assimétrica.

A pandemia levou os governos a gastar mais, a contrair dívidas e a dizer o que as pessoas podem ou não dizer e fazer. Teremos estados mais fortes no futuro?
O papel dos governos irá crescer. Muitas pessoas estão sentindo que o contrato social não funciona mais para elas. Como as empresas não precisam empregar mais gente para ganhar produtividade, o desemprego estrutural irá avançar. Então haverá uma demanda maior em termos de redistribuição da riqueza, de investimentos do governo e de intervenções estatais na economia. As empresas serão cobradas para serem mais patrióticas, reduzindo a globalização e trazendo as cadeias de suprimentos para dentro das fronteiras. Em algumas áreas, porém, não haverá impacto algum. No Brasil, há algumas áreas de favelas onde não há qualquer presença do governo. A mesma coisa vale para o México e para os países pobres. A minha preocupação é a de que alguns estratos da população se sintam mais abandonados, como se vivessem em uma área onde ninguém pode entrar. Essas pessoas se darão conta de que não há governos eficientes trabalhando a seu favor, ao mesmo tempo que os governos estarão se fortalecendo.

Haverá mais protestos?
Com certeza. Apesar de termos um mercado otimista nos últimos dez anos, a desigualdade tem crescido muito. Além disso, teremos uma contração maciça das economias. Nos Estados Unidos, a queda pode ser entre 6% a 8%. No resto do mundo, de 5%. Os mais impactados serão os mais pobres e a classe média. Essas pessoas perderão seus empregos e ficarão mais vulneráveis a doenças, como a Covid-19. Aquelas que mantiverem seus postos terão de trabalhar de casa. Tudo isso deixará as pessoas com raiva e mais propensas a se manifestar nas ruas. Nos Estados Unidos, onde protestos têm ocorrido com frequência, tivemos uma combinação de fatores. O racismo não é algo novo no país. O que tivemos agora foi que a isso se somou um desemprego na casa dos dois dígitos, mais de 110 mil pessoas mortas pelo coronavírus e muita gente angustiada por ficar meses sem sair de casa. Essas coisas deixaram muitos americanos furiosos. O mesmo fenômeno poderemos observar no Brasil e em outros lugares da América Latina e do mundo.

Richard JopsonRichard Jopson“Militares do Brasil não apoiarão uma tentativa de subverter a democracia”
Como as democracias serão afetadas?
Se ocorrer uma revolução no mundo nos próximos meses, certamente não será nos Estados Unidos. Muitos americanos estão preocupados com as eleições. Acham que o processo é manipulado, que Trump vai tentar roubar e que, se ele perder, não sairá da Casa Branca ou recorrerá aos tribunais. Mesmo que tenhamos algumas dessas coisas, os Estados Unidos são um país com um Judiciário independente. Os militares são leais à Constituição, não ao presidente. A mesma observação vale para o Brasil. Li nos últimos dias algumas matérias nos jornais Financial Times e New York Times dizendo que pode ocorrer um golpe militar no Brasil. Não acredito nisso. O presidente Jair Bolsonaro fala um monte de frases estúpidas que acabam virando manchetes nos jornais. Ele fez uma caminhada inesperada até o Supremo Tribunal Federal e não parece muito simpático à democracia em seus discursos. Mas as autoridades militares do Brasil não apoiarão uma tentativa de subverter a democracia. Os generais ficarão ao lado das instituições democráticas, do Congresso e dos partidos políticos. Quando Bolsonaro tentou impedir a publicação de números sobre o coronavírus, o STF reverteu a decisão. O Brasil pode ser uma democracia mais nova que os Estados Unidos e ter instituições mais fracas, mas ainda assim elas são suficientemente fortes para resistir a uma tentativa desse tipo.

Quais democracias podem não resistir?
O Líbano é um caso preocupante. O governo está enfrentando uma pressão muito forte, está muito fragilizado. Eles terão problemas em obter apoio do Fundo Monetário Internacional ou de nações do Golfo. O país poderá entrar em colapso. Mas, quando estudamos a maioria das democracias do mundo, vemos que elas estão mais enraizadas e estabilizadas do que se imagina. Isso é uma boa notícia e uma má notícia. É boa porque não haverá muitas revoluções. É má porque, com isso, os líderes políticos não serão incentivados a fazer reformas.

Teria algum exemplo?
Trump foi eleito nos Estados Unidos porque as pessoas estavam insatisfeitas. Elas diziam que o sistema estava quebrado e funcionava contra elas, beneficiando uma elite. Trump deu voz a esse sentimento e prometeu drenar o pântano em Washington. Depois de eleito, contudo, ele montou um gabinete com um punhado de bilionários e executivos que querem manter o sistema. Ele não está fazendo muita coisa pela classe média e trabalhadora que o elegeu.

E no Brasil, acredita que Jair Bolsonaro sofrerá impeachment?
Na Eurasia, acreditamos que a chance de isso acontecer é de 25%. Os congressistas tendem a refutar uma solução como essa quando a popularidade do presidente é alta. E o apoio da população a Bolsonaro continua muito elevado (em torno de 30%). Para que o impeachment de um presidente brasileiro se torne muito provável, é preciso que a sua aprovação esteja abaixo de 15%. É como nos Estados Unidos. Na minha opinião pessoal, o fato de Trump ter pressionado a Ucrânia para abrir uma investigação contra o rival democrata Joe Biden seria algo passível de impeachment. Mas apenas um senador republicano voltou-se contra o presidente na votação do impeachment em Washington. A razão por trás disso é que a popularidade de Trump entre sua base de apoio é extremamente alta. O mesmo raciocínio vale para o Brasil.

A popularidade de Bolsonaro tem diminuído com a pandemia. Essa aprovação poderá cair para menos de 15%?
Isso é possível, mas provavelmente não é o que vai acontecer. Com Trump, a chance de ele ser condenado no Senado era zero. Com Bolsonaro, a probabilidade é muito mais expressiva que isso, em torno de 25%, mas a chance de um impeachment não acontecer é maior.

Trump será reeleito em novembro?
O presidente não tem administrado muito bem a pandemia, o desemprego, a economia e os protestos. Mas fará tudo o que puder para garantir que as regras da eleição possam beneficiá-lo. Ele pode desestimular as pessoas a votar contra ele e dificultar o voto pelo correio. Com isso, a chance de ele vencer o pleito é levemente maior.

Richard JopsonRichard Jopson“A OMS sempre foi uma organização fraca”
Ele tem criticado fortemente a China. Isso o ajuda na campanha eleitoral?
Uma das coisas que todo americano concorda é que os Estados Unidos deveriam adotar uma posição mais dura com a China. A atitude chinesa de esconder os primeiros casos de coronavírus e a falta de transparência na Organização Mundial de Saúde fizeram com que a pandemia ficasse pior do que seria normalmente. Ninguém está apoiando a China nos Estados Unidos. Os americanos não concordam com uma nova lei de segurança nacional em Hong Kong. Há também muita preocupação com a competição injusta das empresas chinesas, acusadas de roubar informações e dados de concorrentes com apoio do governo. Se Trump esboçasse uma relação mais amistosa com a China, ele provavelmente seria criticado por Joe Biden e outros democratas.

Autoridades americanas têm dito que organizações multilaterais como a OMS, a ONU e o Tribunal Penal Internacional são dominados pela China ou pela Rússia. Isso faz sentido?
Não acredito nisso. A OMS sempre foi uma organização fraca. Não é capaz de criticar seus doadores, seja a China ou os Estados Unidos. A OMS foi feita para ser assim pelos Estados Unidos, que não gostam de dar a essas organizações multilaterais muita autoridade. Em geral, essas instituições são muito débeis e já não estão alinhadas com a atual ordem global. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é um exemplo. Os europeus não gastam muito dinheiro com ela. Então, é claro que os americanos passaram a pensar que a Otan não tem o mesmo valor de antes. Isso vale para muitas outras organizações.

As governantes mulheres se saíram melhor no combate à pandemia?
Muitos países administraram a crise muito bem. Quando olhamos essa lista, podemos constatar que há uma concentração de mulheres governantes. Taiwan, Nova Zelândia, Noruega e Alemanha são alguns exemplos. Minha impressão é a de que, quando ocorre uma crise profunda, é preciso agir como um bom time, ouvindo especialistas de várias áreas. Foi o que fez a chanceler alemã Angela Merkel, que hoje é aprovada por 80% da população. Merkel deu respostas eficientes na área de saúde e da economia. É de longe a mais importante líder da Europa. Um presidente ou primeiro-ministro não pode tomar decisões pensando em si mesmo. Uma coisa que muitos governantes homens, populistas e inseguros, fizeram foi achar que a crise estava ligada ao próprio ego. No meu entender, nós estaríamos melhor se tivéssemos uma porcentagem de mulheres como líderes globais semelhante à que temos na população.

Como o resto do mundo está olhando para o Brasil?
O Brasil se destacou de uma maneira negativa na pandemia. Muita fake news, cloroquina, pessoas sem máscara em público, brigas entre autoridades. Tudo isso é Bolsonaro. Ele é provavelmente o líder menos eficiente entre os governos democráticos. O Brasil poderia estar lidando muito melhor com a pandemia, mas se tornou o epicentro da América Latina e em breve pode ser o do mundo. Bolsonaro tem muita responsabilidade por isso.

O sr. vê alguma esperança nesse quadro brasileiro?
Com certeza. Abri dois escritórios da Eurasia no país. É o primeiro emergente em que fazemos isso. A comunidade empresarial é muito bem educada e forte. Há muitos empreendedores, a demografia é favorável e o país tem muitos recursos. Também é um lugar maravilhoso para viver e conhecer. Mas o Brasil infelizmente está tendo um desempenho muito ruim e grande parte da explicação para isso está no presidente.

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  1. O problema é sempre do JB. Houve um apagão nos últimos 30 anos de esquerda na ADM brasileira. Aparelhamento das principais instituições do país. A aprovação automática no modelo de educação de Paulo Freire, a inversão total de valores, investimentos em países comunistas ao invés de investir em infraestrutura no país, leis fracas, establishment e corrupção. Essas ações, obtiveram um fator comum. Nos colocaram no posição em que estamos hoje. Mas a culpa é sempre de JB. Fora, Foro de SP!!!

  2. Essa criatura sabe muito pouco de Brasil. Perda de tempo lê uma entrevista dessa, cheia de chavões, ideias pré fabricadas e superficialidades.

  3. Excelente matéria, uma entrevista sóbria, direta e certamente acertada. Agora, nos resta torcer para que o Brasil não continue a sangrar da forma que sangramos, espero sinceramente que a popularidade de JB caia para o patamar devido, espero pelo bem do Brasil que ele e outros poluidores do poder deste país saiam, espero inclusive que eles saiam antes do tempo que as previsões apontam, ninguém merece tanto castigo ao mesmo tempo...se Deus nos quiser bem ele nos livrará destes encostos do poder.

  4. A politização da pandemia em grande medida tem a ver com essa obsessão da imprensa em destacar descontextualizações. Frases tiradas do contexto, imagens tiradas do contexto e atitudes tiradas do contexto aliadas a um presidente que fala, se expõe e atua sem moderação compõem o cenário perfeito para fomentar o caos.

    1. Não há politização da pandemia. Há apenas incompetência de um presidente sociopata.. O resto é tudo consequência. #forabozosociopata.

  5. A última frase do entrevista diz tudo sobre o Brasil: desempenho medíocre que pode ser, em grande parte, atribuído ao presidente sociopata que elegemos.

  6. Os novos esquerdistas da Crusoé devem ter ficado chateados com a resposta sobre o impeachment de Bolsonaro kkkkkkkkkkkkkkk

  7. Como sair da polarização política? PT não dava mais e o Meireles não entro no jogo para ganhar. Tínhamos bons nomes no páreo, mas o povo passional.

  8. Cabe indagar, nesse cenário, os motivos de os países inspirarem as decisões acerca da política de combate à pandemia, inclusive cancelamentos dos jogos olímpicos, em informações manifestadas por uma organização irrelevante(OMS), segundo o entrevistado. Por fim, é tendencioso afirmar que a permanência do presidente eleito representa risco para a democracia, ao passo que o impeachment não.

  9. No geral, excelente a condução da entrevista bem como as respostas. No entanto, algumas perguntas/ respostas escaparam da imparcialidade, qdo abordaram a condução do país pelo Presidente, qdo afirma que o Presidente postula aplicar um golpe militar, sem pressupostos fáticos. Com efeito, então, afinal, podemos afirmar que o vírus é chinês e que o regime de Pequim omitiu por um longo período a potencialidade do patogênico. Ademais, cabe indagar a razão de o mundo ter baseado as decisões acerca da

    1. da política de combate à pandemia, inclusive cancelamento dos jogos olímpicos,em informações prestadas pela OMS cuja credibilidade e relevância mundial, conforme afirmação do entrevistado, é secundária.

  10. Infelizmente Bolsonaro é fruto das roubalheiras do governo de esquerda no Brasil. Muitos votaram na esquerda imaginando que ela iria reduzir a corrupção e a a mesma institucionalizou-a. Mas, estou muito otimista, porque até a máscara de Bolsonaro está caindo.

  11. Estou esperando o tal "Gópi Militar" que a Globonews e o Gabeira diziam estar próximo no início do mês, mas agora a Crusoé pergunta para um estrangeiro e ele diz que não vai ter. Incrível chegar a esse ponto: perguntar a um estrangeiro isso. Parece a correspondente da Globo que sempre pergunta a opinião da OMS sobre o controle da doença no Brasil. Como se a OMS pudesse saber mais que os brasileiros o que acontece aqui. "Viralatismo" em alta, me parece.

    1. Isso aconteceu qdo o Presidente se declarou contra Fechamento/Quarentena, não se lembra? A interpretação era q ele não mandava na autonomia dos Estados e Municípios. Como está indo muito mal o controle da doença, agora a culpa voltou a ser do Presidente, óbvio.

    2. Quando foi que isso aconteceu? Quando o presidente interpretou dessa forma para ocultar a responsabilidade dele pela inação?

    1. Dureza! A gente sai da frigideira/fogo e cai no fogo/frigideira Cada dia mais semelhantes E seus seguidores cegos brigando com o resto do mundo

  12. "Um presidente ou um primeiro-ministro não pode tomar decisões pensando em si mesmo". Sancho Pança, aprenda. Você e seus filhos não tem importância nenhuma. Nós elegemos, nós tiraremos. Comece a governar!

  13. Que fraqueza este cara! Vejamos: as democracias estão mais estabelecidas, isto é bom... e ruim porque líderes democráticos não fazem reformas (1?!); Trump foi eleito por pessoas que estavam insatisfeitas, mas lhes prestou um mal trabalho contudo ainda tem força para reeleger-se (ou seja o americano é burro); O mundo deveria ter mais mulheres presidentes (que cientista); A culpa de tudo é o Bolsonaro (esta é inédita). 5G só made in USA, que ainda não existe.

    1. Em vez de me criticar que tal responder aos meus argumentos?

    2. Pronto... monte uma empresa e roube os clientes dele... aposto que ele fatura milhões e milhões de dólares. Se conseguir metade dos clientes já garante a aposentadoria dos netos.

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