Venezuela anuncia início de "processo diplomático" com EUA
Chancelaria fala em "agenda de interesse mútuo" e troca de delegações entre países
A Venezuela anunciou nesta sexta-feira, 9, o início um "processo diplomático exploratório" com objetivo de retomar as relações com os Estados Unidos.
Em nota oficial, o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, afirmou que o governo bolivariano pretende tratar da captura do ditador Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, além de discutir "uma agenda de interesse mútuo".
"o governo bolivariano da Venezuela decidiu iniciar um processo exploratório de caráter diplomático com o governo dos Estados Unidos da América, orientado ao restabelecimento das missões diplomáticas em ambos os países, com o propósito de abordar as consequências derivadas da agressão e do presidente da República [sic] e da primeira-dama[Cilia Flores], assim como abordar uma agenda de trabalho de interesse mútuo."
Segundo o regime chavista, uma delegação de funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos viajará a Caracas, enquanto uma missão diplomática venezuelana seguirá para os EUA.
"Neste contexto, chega ao país uma delegação de funcionários diplomáticos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que realizará avaliação técnicas e logísticas inerentes à função diplomática. Da mesma forma, uma delegação de diplomáticos será enviada aos Estados Unidos para cumprir os trabalhos correspondente."
Os EUA confirmaram o envio de uma delegação à capital venezuelana.
“Em 9 de janeiro, pessoal diplomático e de segurança dos EUA, do Escritório Externo dos EUA para a Venezuela (VAU), incluindo o Encarregado de Negócios John T. McNamara , viajaram para Caracas para realizar uma avaliação inicial com vistas a uma possível retomada gradual das operações."
Rompimento
As relações diplomáticas entre Venezuela e Estados Unidos foram rompidas em 2019, após a eleição presidencial de maio de 2018, considerada fraudulenta por Washington e por diversos países da comunidade internacional.
Na ocasião, os Estados Unidos passaram a considerar Nicolás Maduro um presidente ilegítimo e ampliaram as sanções econômicas contra o regime, especialmente no setor de petróleo.
Juan Guaidó
Em janeiro daquele ano, os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional, como presidente interino da Venezuela, com base na Constituição venezuelana.
Momentos seguintes, Maduro anunciou o rompimento das relações diplomáticas com os EUA.
Por outro lado, Washington ordenou a saída imediata dos diplomatas americanos.
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