Trump não está convencido sobre Reza Pahlavi
Presidente dos EUA também não deposita total confiança na liderança de María Corina Machado na Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou na quarta-feira, 14, dúvidas sobre a possibilidade de apoiar o opositor iraniano Reza Pahlavi (foto), filho do último xá do Irã.
Em entrevista à Reuters no Salão Oval da Casa Branca, o republicano disse que Pahlavi "parece muito simpático", mas não sabe se ele seria capaz de reunir apoio dentro do Irã para eventualmente assumir o poder.
"Ele parece ser muito simpático, mas não sei como ele se sairia dentro do próprio país", disse Trump.
"E nós realmente ainda não chegamos a esse ponto", acrescentou.
"Não sei se o país dele aceitaria sua liderança, e certamente, se aceitasse, para mim estaria ótimo", continuou.
Radicado nos EUA, Pahlavi vive fora do Irã desde antes da queda de seu pai na Revolução Islâmica de 1979.
Opositor do regime de Ali Khamenei, ele se tornou uma figura importante na oposição iraniana, incentivando os protestos.
Nem Pahlavi, nem María Corina
Assim como Reza Pahlavi no Irã, Trump também não deposita total confiança em María Corina Machado na Venezuela.
Após autorizar a operação militar que capturou o ditador Nicolás Maduro, o presidente americano disse que a líder da oposição venezuelana é uma “boa mulher”, mas “não tem o apoio nem o respeito dentro” da Venezuela.
A Casa Branca preferiu lidar com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a quem chamou de "pessoa fantástica".
“Tivemos uma ótima conversa hoje, e ela é uma pessoa fantástica. Quer dizer, é alguém com quem trabalhamos muito bem. Marco Rubio está lidando com ela. Acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela”, disse Trump no Salão Oval na Casa Branca na quarta.
Em entrevista ao programa Hannity, da Fox News, María Corina chamou Delcy de "arquiteta da tortura, perseguição, corrupção e narcotráfico" na Venezuela.
"Acreditamos que essa transição deve prosseguir. Delcy Rodríguez, como você sabe, é uma das principais arquitetas da tortura, perseguição, corrupção, narcotráfico e tráfico. Ela é a principal aliada de Rússia, China e Irã", disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz.
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