Trump confirma encontro com María Corina
Líder da oposição venezuelana deve ir aos Estados Unidos na semana que vem
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, 8, que irá receber a líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, na próxima semana.
"Sei que ela [María Corina Machado] virá na próxima semana e estou ansioso para cumprimentá-la", disse o republicano em entrevista ao programa Hannity, da Fox News.
Na segunda, 5, a opositora venezuelana revelou que não fala com o presidente americano desde outubro de 2025.
"Na verdade, falei com o presidente Trump em 10 de outubro, no mesmo dia em que o prêmio [Nobel da Paz] foi anunciado. Não desde então", disse María Corina à Fox News.
"Mas quero dizer hoje, em nome do povo venezuelano, o quanto somos gratos por sua visão corajosa, pelas ações históricas que ele tomou contra esse regime terrorista narcotráfico para começar a desmantelar essa estrutura e levar Maduro à justiça", acrescentou.
Intervenção dos EUA na Venezuela
Trump indicou na quarta-feira, 7, que a intervenção americana na Venezuela pode durar anos.
O republicano foi questionado sobre o prazo durante uma entrevista ao New York Times no Salão Oval da Casa Branca.
“Eu diria que muito mais tempo”, respondeu o presidente dos EUA.
Segundo Trump, o governo interino da Venezuela, chefiado por Delcy Rodríguez, está dando aos EUA “tudo o que consideramos necessário”.
Ele ainda disse que a Venezuela será reconstruída “de uma forma muito lucrativa”.
“Vamos usar petróleo e vamos importar petróleo. Vamos baixar os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente disso”, acrescentou.
Petróleo
Autoridades do governo Trump detalharam na quarta, 7, um plano para assumir o controle da venda de petróleo da Venezuela por tempo indeterminado.
No Capitólio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os EUA estão “em meio a um acordo, prestes a executá-lo, para ficar com todo o petróleo”.
Em uma conferência de energia do Goldman Sachs, o secretário de Energia americano, Chris Wright, disse que os Estados Unidos pretendiam manter um controle significativo sobre a indústria petrolífera da Venezuela.
“Daqui para frente, venderemos a produção proveniente da Venezuela para o mercado”, afirmou.
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