Thiago Ávila realiza ato antissemita em Itacaré, na Bahia
Ex-candidato a deputado pelo Psol afirma que turistas israelenses são "criminosos de guerra" que "assassinam crianças"
O ex-candidato a deputado federal pelo Psol, Thiago Ávila (foto), realizou um ato antissemita no final de semana dos dias 13 e 14 de março, em Itacaré, na Bahia.
Pessoas que foram levadas de ônibus para a cidade se concentraram em uma praça.
Então, alguns judeus começaram a ser hostilizados, com gritos de "Free, Palestine" e empurrões.
Em meio à confusão, um homem agrediu um turista israelense com um capacete. A cena foi registrada em vídeo.
Com a chegada de policiais militares, apenas israelenses foram colocados em um camburão e levados para uma delegacia. A polícia ainda obrigou taxistas a retirarem a bandeira de Israel de seus carros.
Uma pousada foi pichada com a frase "Fora, Israel", em hebraico.
"Turismo ético"
Nos últimos vinte anos, Itacaré tornou-se o destino de vários jovens israelenses, que procuram um lugar tranquilo após prestar o serviço militar obrigatório.
De cada quatro turistas em Itacaré, um é israelense.
Muitos cardápios dos restaurantes são escritos em hebraico.
Para Ávila, todos esses israelenses são "criminosos de guerra", que não têm o direito de tirar férias no Brasil. É o que ele propõe como "turismo ético".
"Esses sionistas que cometem crimes de guerra, que assassinam crianças, que destroem hospitais, a infraestrutura civil, que cometem as violações que vão ser lembradas por toda a história da humanidade como motivo de vergonha... eles acreditam que o Brasil é um lugar onde eles podem passar férias. E quando eles vêm aqui passar férias, depois de cometerem os crimes de guerra, eles reproduzem aqui o mesmo comportamento destrutivo que eles têm em Gaza", afirmou Ávila em um vídeo publicado no Instagram.
"Eles desrespeitam a população local. Tratam com racismo. Eles violentam as pessoas. O Brasil tem o dever de coibir e responsabilizar as pessoas que cometem esses crimes, inclusive de prendê-las", disse Ávila.
Apoio ao terrorismo
Ávila ganhou fama nas redes sociais ao participar de flotilhas de barcos rumo à Faixa de Gaza.
Ele publica constantemente conteúdos apoiando o grupo terrorista libanês Hezbollah, e chegou a participar do funeral de Hassan Nasrallah, eliminado por um míssil israelense.
"Nos ataques recentes em Itacaré, esse grupo tem tomado cuidado para não falar em 'judeus'. Eles falam apenas contra o sionismo. Mas trata-se de um antissemitismo disfarçado, porque estão dizendo que todos os integrantes de um povo seriam criminosos de guerra, sem ter qualquer processo, qualquer acusação", diz a advogada Lilia Frankenthal, que está acompanhando o caso.
"Além de antissemitismo, que já foi entendido como racismo no Brasil, eles também estão cometendo um ato de xenofobia, dizendo que não querem a presença de um determinado povo no país."
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Comentários (1)
Marcos
2026-03-17 16:54:49IDIOTA.