Sítio de Atibaia volta para atormentar Lula
Lulinha fez 52 transferências para Jonas Suassuna, que ajudou na compra do imóvel em 2010
Lula sempre negou que fosse o dono do sítio de Atibaia, que foi reformado por empreiteiras para hospedar o petista.
“Eu nunca conversei com ninguém sobre as obras do sítio de Atibaia porque eu queria provar que o sítio não era meu. E hoje aqui nesta tribuna vocês me deram o testemunho: o sítio não é do 'seu' Lula. Eu pensei que vim aqui prestar depoimento porque o sítio era meu. O sítio não é meu”, afirmou Lula durante um depoimento à Operação Lava Jato, em 2018.
Contudo, as planilhas divulgadas nesta quinta, 5, após a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, voltam a ligar o presidente ao sítio de Atibaia, no interior de São Paulo.
Seu filho Lulinha fez 52 transferências eletrônicas digitais (TED), via internet banking do Banco do Brasil, para Jonas Leite Suassuna Filho, totalizando 704 mil reais, entre 2022 e 2025.
Até 2023, os valores eram quase sempre de 10 mil reais.
A partir de 2024, surgem valores maiores, de 25 mil reais, 36 mil reais e até 50 mil reais.
Sítio de Atibaia
O sítio que era usado pelo ex-presidente Lula em Atibaia, e que lhe rendeu uma condenação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva na Operação Lava Jato, foi comprado em 2010 pelo valor de 1,5 milhão de reais.
Desse valor, 1 milhão de reais foi pago por Jonas Suassuna.
Os 500 mil reais restantes foram pagos por Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar e irmão de Kalil Bittar.
As planilhas também mostram que Kalil Bittar recebeu 750 mil reais de Lulinha entre 2022 e 2025. Os pagamentos eram realizados mensalmente no valor de 50 mil reais.
Curiosamente, os valores pagos para Jonas Suassuna (700 mil reais) e Kalil Bittar (750 mil reais) totalizam 1,450 milhão de reais, quase o valor que foi pago pelo sítio em 2010 (sem contar a inflação).
Fernando Bittar e Jonas Suassuna foram sócios de Lulinha.
Fantasmas do passado
O senador Sergio Moro, que atuou como juiz na Lava Jato, comentou a notícia nesta quinta, 5.
"Os fantasmas do passado retornam a Lula III (ou nunca foram embora)", escreveu Moro.
A defesa de Lulinha afirma que prestará esclarecimentos ao STF e nega irregularidades, destacando que os pagamentos a ex-sócios (incluindo Suassuna e Kalil Bittar) fazem parte de acertos antigos.
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