Reforma administrativa pode gerar economia de até R$ 816 bilhões
A aprovação da reforma administrativa, com mudanças nas regras do funcionalismo público, pode gerar uma economia de até 816 bilhões de reais. Os dados fazem parte de uma carta de conjuntura elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e apresentada nesta segunda-feira, 14, pelo Ministério da Economia. O cálculo inclui medidas de ajuste fiscal, como...

A aprovação da reforma administrativa, com mudanças nas regras do funcionalismo público, pode gerar uma economia de até 816 bilhões de reais. Os dados fazem parte de uma carta de conjuntura elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e apresentada nesta segunda-feira, 14, pelo Ministério da Economia.
O cálculo inclui medidas de ajuste fiscal, como o congelamento de salários durante a pandemia, e também eventuais mudanças na legislação previstas na PEC da reforma administrativa.
O levantamento do Ipea destaca que, antes da crise da Covid-19, o Brasil caminhava para reduzir gradualmente o déficit público e reverter a trajetória de alta da relação entre dívida e produto interno bruto.
“Passado o pior momento da crise, será necessário, portanto, reforçar os esforços voltados para o reequilíbrio fiscal, especialmente no médio prazo. Com efeito, diante da deterioração fiscal associada à pandemia, a dívida pública deverá aumentar substancialmente em 2020 e manter-se em patamar elevado por algum tempo. Nos próximos anos, portanto, a sociedade brasileira precisará enfrentar o duro desafio de estabilizar a relação dívida-PIB e trazê-la gradualmente de volta a níveis mais sustentáveis”, diz um trecho do relatório realizado por técnicos do Ipea.
“Uma área em que parece possível obter economia significativa de recursos ao longo das próximas décadas refere-se às despesas de pessoal. Medidas voltadas para o controle desses gastos têm impacto potencial relevante paras as contas públicas e, por isso, poderiam fazer parte de um conjunto de reformas voltadas para controlar o crescimento dos gastos obrigatórios nos próximos anos”, acrescenta o relatório de conjuntura.
A rubrica de pessoal e encargos sociais representa o segundo maior item de despesa no orçamento da União e responde por quase 22% do total das despesas primárias do governo federal. No âmbito dos estados, a folha de pagamento do funcionalismo corresponde a 56,3% das despesas totais e a 76,1% da receita corrente líquida, em média.
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Comentários (7)
Reginaldo
2020-09-15 05:22:46Essa resposta a um absurdo desse os governos anteriores já deveriam ter tomado. Como sempre só chegam atrasados.
Jose
2020-09-14 17:27:41Em quanto tempo? A reportagem não respondeu. Se cortassem os subsídios, economizaríamos 600 no anuais sem estresse algum.
LUIZ
2020-09-14 16:42:41O capacho Guedes sonhou trilhões com a reforma da previdência, agora sonha com quase trilhão com a reforma administrativa. Nesse passo, vai faltar dinheiro para o resto do mundo, pois todo ele estará no Brasil.
Antônia
2020-09-14 15:01:06Essa reforma administrativa é meramente a legalização do clientelismo. A estabilidade do servidor público é essencial para sua correta atuação. Para além disso, é a defesa do estado completamente privatizado.
Raul
2020-09-14 14:43:25Não quero mais ser assinante . Revista deixou de ser isenta . Pelo menos para a maioria dos colunistas .
Dalton
2020-09-14 14:24:21E mais a nossa contribuição previdenciária aumentou muito, que continua contribuindo mesmo após aposentadoria, não acreditem que todo funcionário público ganha altos salários. Perdoam dívidas para tudo quanto é lado e os funcionários públicos estão pagando o pato de toda incompetência administrativa do governo, tanto no passado quanto neste desgoverno.
Antonio
2020-09-14 13:51:41Mas vom certeza, se deve aos poderes legislativo e judiciário. Os Servidores do Executivo (Min. Saúde p/ex.) Os salários são irrisórios. Lembrem não temos FGTS.