Por que Rússia, Coreia do Norte e Cuba não foram tarifados por Trump?
O presidente americano impôs tarifas adicionais de pelo menos 10% sobre a maioria dos bens importados para os Estados Unidos

Enquanto China, França, Reino Unido, Japão, Brasil e uma série de outros países reclamam das tarifas adicionais anunciadas por Donald Trump na quarta-feira, 2, três ditaduras ficaram de fora da lista de países tarifados pelo governo americano: Rússia, Coreia do Norte e Cuba.
"Esse é o dia da libertação que estamos esperando há muito tempo", disse Trump ao anunciar as tarifas recíprocas generalizadas.
À Fox News, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, explicou o motivo.
"Nós não negociamos com Rússia e Belarus [outro país que ficou de fora da lista]. Eles estão sob sanções. "
À Axios, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que as sanções dos EUA já "impedem qualquer comércio significativo" com Moscou, embora países como Maurício e Brunei, que estão na lista, tenham um comércio menor com Washington.
Em 2024, o comércio de bens entre Rússia e Estados Unidos foi de 3,5 bilhões de dólares, segundo a agência de notícias Reuters.
Em 2021, ano anterior à invasão russa da Ucrânia, ele chegou a 36 bilhões de dólares.
Segundo Leavitt, Cuba, Belarus e Coreia do Norte também não foram incluídas na lista por terem sobre eles tarifas e sanções que já são muito altas.
China e UE prometem retaliar 'tarifaço'
Como país mais afetado pelo 'tarifaço' de Trump, a China prometeu retaliar os Estados Unidos.
"A China pede que os EUA resolvam adequadamente as diferenças com os parceiros comerciais por meio de um diálogo igualitário", disse o Ministério do Comércio chinês em comunicado, alertando que tomará "contramedidas resolutas".
O comissário para Comércio e Segurança Econômica da União Europeia, Maroš Šefčovič, também afirmou que o bloco não irá ficar de braços cruzados.
"Tarifas injustificadas inevitavelmente saem pela culatra.
Agiremos de forma calma, cuidadosamente faseada e unificada, enquanto calibramos nossa resposta, enquanto permitimos tempo adequado para conversas. Mas não ficaremos de braços cruzados, caso não consigamos chegar a um acordo justo.
Falarei com meus colegas americanos amanhã", escreveu no X.
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