Países árabes condenam "ataques indiscriminados" do Irã
Em declaração conjunta, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Kuwait reafirmaram seu direito à autodefesa
Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Kuwait condenaram nesta segunda-feira, 2, em conjunto com os Estados Unidos, os "ataques indiscriminados e imprudentes" do Irã contra territórios do Oriente Médio em retaliação à ofensiva militar de EUA e Israel.
Em comunicado, eles afirmaram que os ataques "injustificados" a territórios soberanos "colocaram civis em perigo e danificaram infraestruturas civis".
Eles também reafirmaram seu direito à autodefesa e enfatizaram seu compromisso com a segurança regional.
Eis a declaração conjunta na íntegra:
"O Estado do Kuwait, o Reino da Arábia Saudita, o Reino do Bahrein, o Estado do Catar, o Reino Hachemita da Jordânia, os Emirados Árabes Unidos e os Estados Unidos da América condenam veementemente os ataques indiscriminados e imprudentes com mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra territórios soberanos em toda a região, incluindo Bahrein, Iraque (incluindo a Região do Curdistão Iraquiano), Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Reino da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Esses ataques injustificados visaram territórios soberanos, colocaram civis em perigo e danificaram infraestruturas civis.
As ações iranianas representam uma escalada perigosa que viola a soberania de muitos países e ameaça a estabilidade regional.
Atacar civis e países que não estão envolvidos em hostilidades é imprudente e desestabilizador.
Permanecemos unidos na defesa de nossos cidadãos, nossa soberania e nosso território. Reafirmamos nosso direito à autodefesa diante desses ataques e enfatizamos nosso compromisso com a segurança regional. Elogiamos a cooperação eficaz na área de defesa aérea e antimíssil, que evitou maiores perdas de vidas e destruição."
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O conflito se espalha
As Forças de Defesa de Israel (FDI) atacaram alvos do Hezbollah, grupo terrorista financiado pelo Irã, em todo o Líbano.
Segundo os militares israelenses, o ataque ocorreu “em resposta aos disparos de projéteis em direção ao norte de Israel”.
“O Hezbollah está agindo em nome do regime iraniano, abrindo fogo contra civis israelenses e causando ruína no Líbano”, acrescentaram as FDI no X.
“As tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) se prepararam para esse cenário como parte da Operação ‘Rugido do Leão’ e estão preparadas para um cenário de combate em todas as frentes”, continuaram.
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, disse no X que Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, é um alvo a ser neutralizado.
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