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Diários

Os simbolismos por trás da escolha por Leão XIV

Padre Rafael Siqueira analisa a influência de Leão Magno e Leão XIII no novo pontífice e projeta relação com Donald Trump

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João Pedro Farah
4 minutos de leitura 09.05.2025 10:46 comentários 0
Os simbolismos por trás da escolha por Leão XIV
Primeira homilia do papa Leão XIV. Reprodução/redes sociais
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A Igreja Católica elegeu o cardeal americano Robert Francis Prevost, o papa Leão XIV, como o 267º sucessor de Pedro da história.

Crusoé pediu ao padre Rafael Siqueira, doutorando em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, para analisar o significado da escolha do nome já utilizado por dois pontífices marcantes: Leão I, o Magno, e Leão XIII.

Leão Magno, no século 5, ficou conhecido por sua firmeza ao convencer Átila, o Huno, a desistir da invasão de Roma. Já Leão XIII foi o primeiro papa do século 20, cujo pontificado abriu a Igreja ao mundo moderno e reafirmou o compromisso com a questão social.

Segue a entrevista que o Padre Rafael Siqueira deu para Crusoé.

 

Por qual razão Robert Prevost escolheu o nome de Leão XIV?

Há várias possibilidades. Leão XIII foi um papa muito preocupado com a questão social, no contexto da Segunda Revolução Industrial, das grandes invenções. Foi o papa da Belle Époque.

Foi uma mudança de época muito forte, do século 19 para o 20.

Leão XIII foi o primeiro papa a ser filmado na história. Um papa que, ao mesmo tempo, era muito piedoso. Tinha devoção ao Sagrado Coração de Jesus e divulgou essa devoção.

Um papa que trouxe o tomismo para a discussão filosófica e teológica da Igreja Católica.

Ele abriu os arquivos do Vaticano para pesquisadores e historiadores. Então, muita coisa da história da Igreja e dos papas é por causa da abertura do Leão XIII. Era um papa prático. Era nobre e pragmático. Não tinha a mesma visão do Pio IX, que tinha uma luta contra o modernismo muito forte.

 

O primeiro papa Leão também serviu de inspiração?

O primeiro papa Leão, chamado Leão Magno, é o papa daquele famoso episódio de Átila, o Huno em Roma.

Foi um homem de paz, que tentou trazer a paz através do diálogo e diplomacia para resolver guerra.

Outra possibilidade é que o melhor amigo de São Francisco de Assis era o frei Leão. Há muitas referências a Francisco por parte do papa Leão XIV.

 

O que a eleição de Robert Prevost representa para a Igreja Católica no Brasil?

Pode contribuir bastante no Brasil. Assim como o papa Francisco, ele também é um homem latino-americano. Apesar de não ter nascido, é de adoção. Ele tem cidadania peruana.

Além disso, fez parte de várias comissões na América Latina. Foi presidente da Conferência Episcopal Peruana e conhece bem o país.

No Brasil, ele pode incentivar esse nosso jeito de ser Igreja. No seu discurso inicial, apelou para uma igreja sinodal.

Então, nesse ponto, a gente vai ter uma continuidade com Francisco, que já é o esquema da igreja no Brasil, com assembleias - que não são deliberativas, e sim consultivas - para ouvir os leigos.

Ele conhece como é a vida prática e familiar dos leigos. Isso é algo que faz parte do dia a dia do papa Leão no Peru. Então, ele contribui com essa visão com o papa Francisco.

 

Como será a relação de Leão XIV, que é o primeiro papa americano, com Donald Trump?

No passado, Prevost criticou posturas do presidente Trump, sobretudo em relação à migração. Ele disse que eram posturas equivocadas.

Não só do presidente, como do vice [JD Vance], o qual criticou por querer justificar a política anti-imigratória com versículos bíblicos. 

 

E sobre as guerras na Ucrânia, Gaza e países africanos?

Ainda não temos uma posição clara. No discurso, ele falou em construir pontes, de trazer a paz, falou em paz.

Acreditamos que ele vá continuar o legado de Francisco de tentar intermediar esses conflitos pela diplomacia do Vaticano.

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