O novo advogado de Maduro
Bruce Fein trabalhou na administração do republicano Ronald Reagan como vice-procurador-geral associado
O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro adicionou o famoso advogado Bruce Fein (foto), especialista em direito constitucional, à sua equipe jurídica para defendê-lo das acusações de narcoterrorismo.
A informação consta em documento judicial apresentado na terça-feira, 6.
Fein trabalhou na administração do republicano Ronald Reagan como vice-procurador-geral associado de 1981 a 1982.
Consta na página de seu escritório de advocacia que Fein "auxiliou diversos países na elaboração ou revisão de constituições".
Apesar de sua relação com o partido Republicano, o advogado é um crítico do governo Trump.
"A quem os deuses querem destruir, primeiro nomeiam policiais do mundo para cometer crimes e acabar com eles. O que diremos quando Putin sequestrar Zelensky?", questionou Fein no X em 3 de janeiro, após a captura de Maduro na Venezuela.
No Baltimore Sun, ele publicou o artigo "A Venezuela será o Waterloo de Trump".
Barry J. Pollack
Além de Fein, a equipe jurídica de Maduro conta com o advogado Barry J. Pollack, famoso por ter defendido o hacker australiano Julian Assange, editor do WikiLeaks.
Assange foi libertado em julho de 2024 após passar cinco anos preso no Reino Unido, e apenas depois de firmar um acordo com os promotores americanos, no qual assumiu a culpa pelo crime de roubar e disseminar informações secretas do governo dos Estados Unidos.
As graves acusações contra Maduro e Cilia Flores
Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores foram acusados de quatro crimes pela Justiça federal americana: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse desses armamentos em apoio a atividades criminosas.
O indiciamento de 25 páginas detalha as ações que Maduro e Cilia teriam feito para serem alvo dessas acuações.
O documento também acusa o filho de Maduro, Nicolasito, e o ministro do Interior Diosdado Cabello.
Leia também: Maduro se declara inocente das acusações de narcoterrorismo
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