Noboa decreta estado de exceção em 9 províncias do Equador
Mais de 8.300 pessoas foram assassinadas entre janeiro e novembro de 2025, um novo recorde para o país
O aumento de homicídios no Equador levou o presidente Daniel Noboa a declarar nesta quinta-feira, 1º de janeiro, estado de exceção em 9 das 24 províncias do país.
Válido por 60 dias, o estado de exceção "por grave comoção interna" foi aplicado nas províncias costeiras de Guayas, Manabí, Santa Elena, Los Ríos, El Oro, Esmeraldas e Santo Domingo e na andina Pichincha, além da amazônica Sucumbíos.
A medida também é válida nos municípios de La Maná, na província de Cotopaxi, Las Naves e Echeandía, em Bolívar.
Recorde de homicídios
Dados do Ministério do Interior equatoriano apontam que mais de 8.300 pessoas foram assassinadas entre janeiro e novembro de 2025, um novo recorde para o país.
Em 2023, ano do recorde anterior, foram contabilizados 47 homicídios por 100 mil habitantes.
O Observatório do Crime Organizado estima que a taxa chegará a 52 mortes violentas por 100 mil pessoas quando os dados do ano passado forem totalizados.
Segundo o decreto, houve mais de 1.200 homicídios nas nove províncias equatorianas entre 1º de novembro e 23 de dezembro de 2025.
O objetivo
O objetivo da medida é permitir que forças de segurança façam "buscas imediatas, quando existirem indícios" de que em um local "se escondam integrantes de grupos armados organizados ou de estruturas de crime organizado, ou se encontrem armas, munições, explosivos" ou drogas.
O governo Noboa alega que a guerra contra as gangues transformaram o Equador no país mais violento da América Latina.
'El Gerente'
Em 29 de dezembro, Noboa anunciou que Roberto Carlos Álvarez, mais conhecido como 'El Gerente', seria extraditado para o Equador graças ao trabalho do Centro Nacional de Inteligência, da Polícia Nacional e à cooperação com os Emirados Árabes Unidos, onde foi capturado em meador do ano passado.
Líder dos Comandos da Fronteira, uma facção dissidente das FARC, ele será julgado pelo assassinato de 11 soldados durante uma operação contra a mineração ilegal em maio.
"Ele pensava que era intocável porque governos anteriores o protegeram; estava enganado. A Prisão do Encontro o aguarda", disse o presidente equatoriano ao celebrar a extradição.
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