Negociações entre Rússia e Ucrânia terminam sem acordo
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem acusado Moscou de atrasar deliberadamente o progresso rumo ao acordo de paz
O segundo dia de negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, realizado nesta quarta-feira, 18, em Genebra, na Suíça, terminou após apenas duas horas.
A jornalistas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que as negociações foram "difíceis". Todavia, ele reconheceu que houve "progresso".
"Podemos ver que houve progresso, mas, por enquanto, as posições divergem porque as negociações foram difíceis."
Chefe da equipe de negociação de Kiev, Rustem Umerov afirmou que o segundo dia do encontro trilateral foi "intenso e substancial".
Segundo ele, ambos os lados trabalharam para chegar a decisões que pudessem ser enviadas a seus líderes.
Vladimir Medinsky, principal negociador russo, disse à imprensa que novas negociações serão realizadas em breve.
Contudo, o ex-ministro russo da Cultura não especificou quando a nova reunião irá ocorrer.
A invasão russa à Ucrânia completará quatro anos na próxima terça-feira, 24.
Zelensky tem acusado Moscou de atrasar deliberadamente o progresso rumo ao acordo de paz.
A reclamação de Zelensky
Apesar do recorrente apelo para o fim da guerra, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reclamou da pressão indevida de Washington para que Kiev pusesse fim à guerra.
Em entrevista ao portal Axios, Zelensky disse que “não era justo” que Trump continuasse pedindo publicamente à Ucrânia, e não à Rússia, o país invasor, que fizesse concessões para a paz.
Segundo o presidente ucraniano, “dar a vitória” ao ditador russo Vladimir Putin não é o modo correto de criar uma paz duradoura
Zelensky reafirmou que a melhor maneira de chegar a um acordo com a Rússia seria um encontro pessoal com Putin, acrescentando ter instruído sua equipe a sugerir uma reunião entre ele e o líder russo.
O que disse Trump?
Nos últimos dias, o presidente dos EUA afirmou duas vezes que cabia a Zelensky fazer concessões.
Trump afirmou na segunda, 16, ser “melhor eles [os ucranianos] se sentarem à mesa de negociações, e rápido”.
“Espero que isso seja apenas uma tática e não uma decisão”, rebateu Zelensky na entrevista ao Axios.
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