Motta sai em defesa de Dias Toffoli
Presidente da Câmara vê "exagero de parte da mídia e no geral" em relação à atuação do ministro do STF na relatoria do caso
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no caso do Banco Master.
Para o parlamentar, há um "exagero de parte da mídia e no geral" em relação à atuação do magistrado na relatoria do caso.
"O STF tem cumprido seu papel. As decisões proferidas pelo antigo relator, Dias Toffoli, atenderam a todos os pedidos que o Ministério Público e a Polícia Federal fizeram. Eu penso que houve um exagero, por parte da mídia e no geral, do papel que o ministro Toffoli cumpriu. Ele atendeu a esses pedidos e conduziu, como sempre conduziu, com muito equilíbrio, as suas decisões. Talvez o afã de se querer sangue, de se querer acatar a conduta das pessoas acerca disso, na minha avaliação, às vezes se sobrepõe (sic) àquilo que é razoável de se fazer", disse o presidente da Câmara em entrevista ao portal Metrópoles.
"Não estou dizendo que não há exagero. O que eu estou reconhecendo aqui é o papel que o ministro Toffoli cumpriu", acrescentou.
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Palanque eleitoral
Motta também reclamou das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que atuam para investigar o Banco Master, apesar de terem sido criadas com outras finalidades.
Segundo o presidente da Câmara, essas comissões tentam apenas fazer "palanque eleitoral".
"Acho também errado mudar o escopo de CPI, que estava apresentado com um intuito, para se querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto. CPI tem escopo, tem fato determinado, e não é correto se pegar uma CPI para investigar aquilo que não foi o fato inicial pelo qual ela foi proposta, mas é isso que, infelizmente, estamos vendo no Senado Federal. Talvez pelo afã de estarmos em ano eleitoral e todo mundo quer palanque sobre esse assunto. Nós defendemos uma apuração imparcial, que siga o devido processo legal, que se respeite as leis do país", disse.
Na Câmara, há 16 pedidos de CPIs na fila para investigar o caso Master, mas o presidente da Casa não indica estar disposto a dar continuidade a nenhum deles.
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