María Corina presidente da Venezuela?
Em entrevista, líder da oposição venezuelana disse que será eleita "no momento adequado"
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, admitiu a possibilidade de ser, um dia, presidente da Venezuela.
Em entrevista à FoxNews, Corina afirmou que acredita que será eleita "no momento adequado", após uma transição democrática.
"Quero servir o meu país onde seja mais útil. Tenho um mandato e tenho esse mandato muito presente todos os dias. Assumi enormes riscos e pago preço muito alto, não só para mim, mas também para minha família e nossas equipes. Mas eu creio que, ou seja, há uma missão e vamos transformar a Venezuela nessa terra de graça e creio que serei eleita quando chegar esse momento adequado como presidente da Venezuela, a primeira mulher presidente da Venezuela", disse.
Corina venceu, em 2023, as primárias da oposição para enfrentar o ditador Nicolás Maduro na eleição de 2024.
No entanto, ela teve seu nome barrado pelo Supremo Tribunal de Justiça e pelo Conselho Nacional Eleitoral, ambos controlados pelo regime.
Impedida de concorrer, a oposição se uniu em torno de Corina Yoris e, depois, do presidente eleito Edmundo González Urrutia.
Encontro com Trump
Na entrevista, María Corina também comentou o encontro que teve na quinta, 15, com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca.
"Em primeiro lugar, eu gostaria de compartilhar com o presidente Trump a minha confiança profunda no povo venezuelano e eu disse isso a ele: "Por favor, confie no povo venezuelano". Somos um povo que ama os Estados Unidos da América, que compartilha valores, admira a fortaleza de suas instituições, que quer viver com democracia, dignidade, com justiça e com liberdade. Nós queremos que nossos filhos regressem à casa e trabalhar juntos por nossa segurança e que saiba quanto apoio tem na Venezuela pelo que está fazendo no nosso país."
Segundo Corina, a entrega de sua medalha do Nobel da Paz para o presidente americano foi em nome do "povo venezuelano".
"Ele merece. Foi um momento muito emocionante. Eu decidi entregar a medalha do prêmio Nobel da Paz em nome do povo venezuelano. Eu estava dizendo ao Presidente Trump que, há 200 anos, o General Lafayette presenteou Simón Bolívar, líder da Venezuela, com uma medalha com a imagem de George Washington, em homenagem de Bolívar pela luta pela liberdade no continente", disse Corina.
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