Magno Malta rebate Moraes: "Satisfez o próprio ego e agradou a esquerda"
Senador reagiu a vídeo em que ministro aparece dizendo que "fez o que tinha que fazer", se referindo a transferência de Bolsonaro
O senador Magno Malta (PL-ES) reagiu nesta sexta-feira, 16, ao vídeo em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aparece dizendo que "fez o que tinha que fazer", numa referência indireta à transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, em Brasília. Segundo o parlamentar, com a decisão, o magistrado somente "satisfez o próprio ego e agradou a esquerda".
Magno Malta se manifestou pelo X. "Alexandre de Moraes disse que 'fez o que tinha que ser feito' depois de mandar Bolsonaro para a Papuda. Não fez. O senhor apenas satisfez o próprio ego e agradou a esquerda. Fazer o que tinha que ser feito era mandar Jair Bolsonaro para casa, com respeito à sua saúde. Deus é justo. A justiça dos homens falha, mas a d’Ele não", escreveu o senador da oposição.
A declaração de Moraes ocorreu durante cerimônia de colação de grau da 194ª turma da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi paraninfo da turma.
"Oito discursos para vocês é um absurdo do absurdo. Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos? Quase que eu tive que tomar algumas medidas. Mas eu me contive hoje, né? Acho que hoje eu já fiz o que eu tinha que fazer”, declarou o magistrado, que foi aplaudido pelos alunos.
A fala foi criticada pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE) também. O parlamentar disse que o comportamento dos alunos reafirma a necessidade da direita de ocupar os espaços acadêmicos pelo Brasil.
“Os estudantes que aplaudiram Moraes hoje serão os futuros advogados, juízes, desembargadores e etc. Olavo [de Carvalho] tem razão, o trabalho de base jamais pode ser menosprezado”, pontuou.
A decisão de Moraes determinando a transferência do ex-presidente da República para a Papudinha foi repleta de recados do ministro do STF.
Ao destinar um novo espaço para o cumprimento da pena do ex-presidente, com espaço de área total de cerca de 65 m², quarto, sala, banheiro, cozinha, lavanderia e área externa, o ministro rejeitou as críticas feitas por familiares, aliados políticos e advogados do ex-presidente.
Na decisão, Moraes declarou que Bolsonaro vinha cumprindo pena em situação “absolutamente excepcional e privilegiada” em comparação ao restante do sistema prisional brasileiro.
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