Lula repudia "uso da força" na América Latina
Petista conclamou os países a se unirem após captura do ditador Nicolás Maduro
O presidente Lula (PT) defendeu nesta quarta-feira, 28, a substituição de "intervenção militar" pela "democracia" na América Latina.
A afirmação foi feita durante a sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado no Panamá.
“A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério, que é de todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constitui gestos anacrônicos e retrocessos históricos", disse o petista.
Lula também destacou a importância de uma unificação da região.
"A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém. Seguir divididos nos torna todos mais frágeis", afirmou.
Na terça, 27, Lula afirmou que o presidente americano, Donald Trump, deveria deixar que a Venezuela cuide da "própria soberania".
Além disso, o petista disse esperar que a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, consiga “dar conta do recado” diante do atual cenário político no país.
Encontro com Kast
O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que é de direita, agradeceu pelo “encontro construtivo” que teve com o presidente Lula (PT), de esquerda, na terça-feira, 27.
A reunião ocorreu à margem do Fórum Econômico Internacional da América Latina na Cidade do Panamá.
"A América do Sul enfrenta enormes desafios em segurança, progresso econômico e redução da pobreza, e a cooperação entre os Estados Chile e Brasil pode liderar a mudança que nossa região precisa. Agradeço o encontro construtivo com o presidente Lula”, escreveu Kast no X.
A jornalistas, Kast prometeu continuar tendo novos encontros com a equipe do petista.
“Foi uma reunião muito boa, bilateral, onde estivemos com ministros e vamos seguir tendo novos encontros. As equipes trocaram contatos para continuar conversando sobre os temas que nos interessam em conjunto”, afirmou o chileno após o encontro.
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