Haddad vai para o sacrifício. De novo
Carreira do atual ministro da Fazenda é fazer tudo o que o seu mestre Lula mandar
A biografia de Fernando Haddad (foto) é quase toda construída em torno de decisões em que ele se sujeita a situações constrangedoras para ajudar Lula.
De acordo com a imprensa, Haddad jantou com Lula na quinta, 26.
Saiu do encontro dizendo que finalmente aceitou concorrer ao governo do estado de São Paulo "porque nunca poderia negar um pedido do presidente".
Haddad não tem nenhuma chance de ganhar uma disputa ao governo de São Paulo.
As pesquisas que simulam um embate em segundo turno entre Tarcísio e Haddad mostram uma vitória do atual governador com 56%, contra 31% do petista.
Haddad, portanto, não tem grandes esperanças de que possa ganhar essa briga.
Em 2022, aliás, o petista perdeu para Tarcísio — um carioca — no segundo turno por uma diferença de dez pontos percentuais.
Haddad vai para o sacrifício como um boi de piranha, apenas para ajudar Lula.
Apesar de Haddad ter perdido em 2022 em São Paulo, o PT entende que ele obteve uma boa votação (44%) no estado mais populoso, o que garantiu a vitória de Lula em todo o Brasil, pois dois pontos de diferença.
Se Lula tiver uma votação ruim em São Paulo este ano, as chances de reeleição do presidente são ínfimas.
É aí que entra Haddad.
Ele então vai para a disputa em São Paulo como um boi de piranha, o primeiro do rebanho a ser sacrificado para facilitar a travessia de Lula.
A única vitória eleitoral que Haddad teve na vida foi para prefeito de São Paulo, em 2012.
Ele terminou o mandato com aprovação de apenas 14% na capital paulista.
Os cargos mais importantes que Haddad teve na vida foram concessões de outros petistas, seja como ministro da Educação ou da Fazenda.
E, no cargo de ministro da Fazenda, tampouco teve qualquer autonomia para realizar um equilíbrio fiscal.
Haddad foi apenas o ministro que se dizia em público preocupado com as contas, enquanto Lula gastava o que não tinha.
Ganhou a péssima fama de Taxadd, por estar sempre aumentando impostos.
Sem luz própria, Haddad não se incomoda em servir sempre ao seu mestre.
E o próximo sacrifício em São Paulo talvez seja o maior de todos, pois é o que Haddad não tem qualquer chance de ganhar.
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