"Lula é antissemita", diz Flávio em evento em Israel
Filho de Jair Bolsonaro participou da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém
Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o presidente Lula (PT) de "antissemita" ao participar da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Israel.
Segundo o filho de Jair Bolsonaro, a acusação se baseia em ideias, assessores, palavras e ações do petista.
"Sob a presidência de Lula, a política externa brasileira sofreu uma profunda falha moral. Deixe-me ser bem claro: Lula é antissemita. Isso não é um slogan, nem um exagero. Baseia-se em suas ideias, em seus assessores, em suas palavras e em suas ações. O principal articulador da política externa de Lula, seu principal assessor, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que elogia o Hamas e o apresenta como um grupo político normal. O Hamas não é um grupo de resistência. O Hamas é uma organização terrorista. O mesmo grupo que assassinou famílias israelenses inocentes em 7 de outubro. Isso demonstra que o que vemos hoje não é um acidente, não é um erro, é uma ideologia, e essa ideologia não fica apenas no papel. Ela se transforma em ação governamental.
No início de 2023, o governo brasileiro permitiu a entrada em um porto brasileiro de navios de guerra iranianos, de um regime que abertamente defende a destruição de Israel. Após o massacre do Hamas em 7 de outubro, enquanto Israel ainda lamentava suas vítimas, Lula se apressou em acusar Israel de agir de forma violenta e injusta. Quando cidadãos brasileiros deixaram Gaza em novembro de 2023, Lula aproveitou o momento não para condenar o Hamas, mas para atacar Israel. A partir de 2023, o Brasil votou repetidamente contra Israel nas Nações Unidas e em outros organismos internacionais. Em fevereiro de 2024, Lula ultrapassou os limites morais ao comparar as ações de Israel ao Holocausto e ao fazer uma declaração absurda que insultou o povo judeu e minimizou o pior crime da história. O Brasil, então, retirou seu embaixador de Israel, interrompeu a cooperação militar com empresas israelenses, apresentou falsas acusações de genocídio contra Israel em tribunais internacionais e se recusou a aprovar um novo embaixador para Israel.
Esses não são erros isolados. Eles representam uma parceria clara e intencional. Senhoras e senhores, falo hoje não apenas como senador, mas como candidato à presidência do Brasil."
Os ataques de Lula a Israel
Desde outubro de 2023, quando terroristas do Hamas assassinaram 1.200 pessoas e levaram 251 reféns para a Faixa de Gaza, Lula fez diversos ataques a Israel, hesitando em condenar o grupo terrorista.
O petista acusou o governo de Benjamin Netanyahu de cometer "genocídio" em Gaza e comparou o Holocausto às ações de defesa de Israel contra os terroristas do Hamas.
O presidente brasileiro chegou a ser declarado persona non grata em Israel após a comparação.
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