EUA sancionam navios da frota paralela do Irã
Objetivo é conter o fluxo de receita que o regime de Teerã utiliza para "financiar o terrorismo no exterior e reprimir seus cidadãos"
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 6, sanções contra 15 entidades e 14 embarcações da frota paralela que comercializa o petróleo iraniano.
O objetivo é conter o fluxo de receita que o regime de Teerã utiliza para "financiar o terrorismo no exterior e reprimir seus cidadãos".
As exportações iranianas dessas commodities energéticas são viabilizadas por uma rede de facilitadores de transporte marítimo ilícito em múltiplas jurisdições.
Por meio de ocultação e engano, eles carregam e transportam o petróleo e derivados iranianos para compradores em países terceiros.
Os EUA dizem que as embarcações e empresas alvo das sanções movimentam milhões de barris de petróleo bruto iraniano, desempenhando um papel fundamental na cadeia de suprimentos de exportação do Irã.
"Elas também se envolvem regularmente em atividades ilegais e outras práticas enganosas de transporte marítimo, colocando em risco outras embarcações e o fluxo comercial legítimo", afirmou o Departamento de Estado em comunicado.
Segundo a pasta chefiada por Marco Rubio (foto), o governo iraniano tem "priorizado seu comportamento desestabilizador em detrimento da segurança de seus próprios cidadãos, como demonstrado pelo massacre de manifestantes pacíficos perpetrado pelo regime".
"Os Estados Unidos continuarão agindo contra a rede de transportadores e comerciantes envolvidos no transporte e aquisição de petróleo bruto, derivados de petróleo e produtos petroquímicos iranianos, que constituem a principal fonte de renda do regime", acrescentou.
UE contra a Guarda Revolucionária do Irã
A União Europeia classificou em 29 de janeiro a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) como uma organização terrorista.
Além da repressão violenta aos protestos, a medida é uma resposta ao "apoio militar contínuo do Irã à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia".
Em comunicado, a UE informou que as medidas restritivas estão relacionadas a 15 pessoas, entre elas: Eskandar Momeni, ministro do Interior e Chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, e Mohammad Movahedi-Azad, procurador-geral do país.
Além disso, a lista inclui seis entidades responsáveis por graves violações dos direitos humanos no Irã, como a Autoridade Reguladora de Mídia Audiovisual do Irã (SATRA), a Organização Cibernética Seraj e o Grupo de Trabalho para Determinação de Instâncias de Conteúdo Criminoso (WGDICC).
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