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Está na hora de expulsar os patriotas da porta dos quartéis 

Meu tema da semana é a Horda Canarinha. Também direi algumas obviedades sobre os ataques terroristas em Brasília – grave, inadmissível etc. Mas devagar: antes de chegar aos ônibus incendiados, recuo alguns anos para lembrar dois protestos que, embora muito distintos entre si, transcorreram em geral de forma pacífica – e foram encerrados pela força....

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Jerônimo Teixeira
6 minutos de leitura 18.12.2022 11:16 comentários 10
Manifestação em frente ao QG das Forças Armadas em Brasília: já perdeu a graça
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Meu tema da semana é a Horda Canarinha. Também direi algumas obviedades sobre os ataques terroristas em Brasília – grave, inadmissível etc. Mas devagar: antes de chegar aos ônibus incendiados, recuo alguns anos para lembrar dois protestos que, embora muito distintos entre si, transcorreram em geral de forma pacífica – e foram encerrados pela força.

Em setembro de 2011, o movimento Occupy Wall Street instalou-se no Parque Zuccotti,no centro financeiro de Nova York, para protestar contra o sistema econômico concentrador de renda, contra o 1% mais rico do planeta, contra o capitalismo – em suma, contra isso-tudo-que-está-aí. Os ativistas mantiveram o acampamento até novembro, quando a polícia expulsou os manifestantes.

O Movimento Brasil Livre (MBL) montou um acampamento no gramado do Congresso, em outubro de 2015, para reivindicar o impeachment de Dilma Rousseff. Depois de um mês, uma operação conjunta da Polícia Militar do Distrito Federal e da Polícia Legislativa expulsou os manifestantes.

Pergunta legítima: a repressão policial a esses movimentos era justificável?

Formulei a questão de forma a induzir uma resposta única, sim ou não. Mas sei que haverá quem responda a pergunta de forma diferente conforme a repressão se volte contra um protesto da esquerda ou da direita. O duplo critério é o padrão da guerra ideológica.

Entre aqueles que não se deixam levar pela polarização, a resposta natural à pergunta seria um redondo não: o princípio maior da liberdade de expressão tornaria inaceitável desmontar uma ocupação, seja qual for sua cor política. Simpatizo com essa resposta. Todos os meus instintos me arrastam para ela – mas só até que eu considere como as coisas funcionam ao rés do chão. Deveríamos ter autorizado Kim Kataguiri e Fernando Holiday a cozinhar miojo nos gramados do Congresso por dez meses, até que o mandato de Dilma Rousseff fosse cassado pelo Senado, em agosto de 2016? E já que o fim do capitalismo não se vislumbra assim tão cedo, a permanência de um acampamento hipster em Wall Street seria permitida ad aeternum?

Nada disso seria razoável. Há várias razões para proibir movimentos políticos de ocupar espaços públicos por prazos indefinidos. Muitas delas têm a ver com preservação de patrimônio e limpeza urbana. Também há que se considerar os distúrbios que um acampamento causa à vizinhança. Finalmente, não é democrático que uma única força política se adone de um pedaço da cidade. “Convidados, como os peixes, começam a cheirar mal depois de três dias”, dizia Benjamin Franklin. Ocupações e acampamentos de ativistas também têm prazo de validade. Para o meu olfato, os bolsonaristas instalados na porta de quartéis país afora estão fedendo faz um tempo.

Era de se esperar que a Horda Canarinha já houvesse perdido o ímpeto, mas seus membros vêm demonstrando uma resiliência comparável à dos mongóis da Horda Dourada em suas cavalgadas transcontinentais. A imprensa traz notícias de patriotas que perderam o emprego para se manter na vigília e de um matrimônio celebrado em meio ao protesto golpista (ah, que história bonita esse casal terá para contar aos filhos!).

Houve um tempo em que nos divertíamos com o jogral das mulheres patriotas e com as multidões extáticas celebrando, aos gritos, a prisão de Alexandre de Moraes (que, até o fechamento deste texto, ainda não aconteceu). Depois da quebradeira em Brasília na segunda-feira 12, a coisa perdeu a graça. Embora não se tenham identificado de imediato os vândalos que incendiaram ônibus, depredaram carros e atacaram uma delegacia da Polícia Federal, suspeita-se que pelo menos parte deles tenha vindo da porta dos quartéis.

No dia seguinte ao ataque, saía no Estadão um artigo do general Hamilton Mourão. O ainda vice-presidente e futuro senador exaltava as “manifestações populares pacíficas e ordeiras”. O texto deve ter sido escrito antes da malta tocar o terror no Distrito Federal, mas isso não faz tanta diferença: o tal caráter pacífico e ordeiro do bolsonarismo já fora refutado nos bloqueios de estradas, alguns deles com incêndio de caminhões e homens armados intimidando motoristas.

A mensagem final de Mourão é destinada aos bravos patriotas: “Os obstáculos são duros, mas desistir, nunca!”. O artigo repisa uma tese que, embora desmentida à exaustão, ainda anima o povo que faz churrasco perto dos quartéis: as urnas não são auditáveis e portanto é “legítimo" pôr em dúvida o resultado das eleições (imagino que aqui se deva excetuar a eleição para senador no Rio Grande do Sul).

No meio dessa conversa antiga, Mourão confusamente encaixa sua crítica à gastança anunciada pelo futuro governo petista. Será que a Horda Canarinha se importa com as contas públicas? Ainda estou para ver camisas amarelas na frente do BNDES, em protesto contra a alteração feita às pressas na Lei das Estatais só para acomodar a nomeação de Aloizio Mercadante. Mas não me parece que temas adultos como responsabilidade fiscal interessem aos cruzados bolsonaristas, enredados que estão em lutas fantasiosas contra a ideologia de gênero, o comunismo, o abortismo.

A Folha de S. Paulo relata que os comandantes de unidades militares sitiadas por bolsonaristas só esperam a ordem do próximo presidente para botarem os doidinhos para correr. A liberação dos quartéis será um alívio para soldados e oficiais hoje obrigados a aguentar o coro de suplicantes pedindo ajuda ao braço forte e à mão amiga. Não será ainda o fim da Horda Canarinha. O Occupy Wall Street não morreu quando a polícia de Nova York o arrancou do coração financeiro da cidade. O movimento feneceu porque a desigualdade foi perdendo valor no mercado das ideias progressistas, onde o antirracismo e a causa trans são hoje os produtos mais vendáveis. Com o tempo, talvez a direita brasileira também encontre novas ideias fixas.

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Jerônimo Teixeira

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (10)

MAIK MULLER SPERRY CEZAR

2022-12-23 11:38:58

pois é... isto é uma amostra da mediocridade que se tornou o jornalismo brasileiro, foi dominado por militantes de redação...


Rosangela Maria Halfeld Bonicontro Miranda

2022-12-23 11:06:43

Sua matéria, tal qual o comportamento dos manifestantes que já esgotaram seus recursos, é, ou ingênua ou conformista. O país está, sim, sendo entregue a uma destruição econômica e moral amparada por quem deveria zelar pelos princípios da lei e da justiça. Talvez os manifestantes tenham mais consciência do desastre que a imprensa, os quartéis, a política e o judiciário. Somos nós, cidadãos, que pagaremos pela aventura comunista...


Alberto de Araújo

2022-12-21 09:25:10

Tudo isso não teria acontecido se o stf letra minúscula,não desse liberdade ao Lula, corrupto convicto,através de um "jeitinho bem brasileiro". A corrupção foi a grande vitoriosa na eleição do Lula para presidente da república. Em dois mandatos dele houve alguma transformação em nosso país? Houve um crescimento econômico sustentável? Neca de pitibiriba. Lula e Bolsonaro são populistas. Os populistas só pensam em eleições e não nas próximas gerações. O futuro cada vez mais distante.


José

2022-12-20 11:43:13

Essa corja não tem trabalho. Não é possível ficarem vadiando esse tempo todo na frente dos quartéis.


MCG

2022-12-19 16:52:20

Por que tanto veneno no coração, caro Jerônimo? Por acaso você mora em frente ao quartel? Ou será que está financiando essa "horda"? Talvez seus recursos financeiros fossem melhor aproveitados se direcionados para as pobres famílias de vermelho que estão invadindo supermercado pedindo cesta básica. Ou tem medo de que a turma consiga algum resultado? Ao que parece, você não ainda entrou na fila dos Fazuele arrependidos? Saudade de quando esta revista tinha colunistas de verdade.


Edson Andreatta

2022-12-19 15:58:09

Esse jornalista é um idiota trabalhando em um veículo tendencioso que deixa este artigo ser publicado. Percebi que cai em uma armadilha quando com uma semana de assinatura, tentei cancelar e informaram que não tem jeito, seu dinheiro perdeu mané.


Paulo Barretto De Araujo Manso Cabral

2022-12-19 14:32:56

Que imbecil esse cara. Realmente a Crosué, juntamente com O Antagonista, caminham a passos largos para sua extinção. Minha assinatura ainda está vigente e antecipadamente paga. Ainda assim solicito o cancelamento.


Ricardo

2022-12-19 13:58:59

Jerônimo Teixeira criou o silogismo dele. Essa revista tá cada vez pior.


Ricardo

2022-12-19 13:57:32

Jerônimo Teixeira é mais um que explica as saídas do Mário e do Diogo. A crusoe morreu faz tempo, só falta enterrar. Já fede há horas.


Less

2022-12-19 12:51:40

Uma vergonha Lula na presidência da República, com um bando de corruptos. Pobre Brasil.


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Comentários (10)

MAIK MULLER SPERRY CEZAR

2022-12-23 11:38:58

pois é... isto é uma amostra da mediocridade que se tornou o jornalismo brasileiro, foi dominado por militantes de redação...


Rosangela Maria Halfeld Bonicontro Miranda

2022-12-23 11:06:43

Sua matéria, tal qual o comportamento dos manifestantes que já esgotaram seus recursos, é, ou ingênua ou conformista. O país está, sim, sendo entregue a uma destruição econômica e moral amparada por quem deveria zelar pelos princípios da lei e da justiça. Talvez os manifestantes tenham mais consciência do desastre que a imprensa, os quartéis, a política e o judiciário. Somos nós, cidadãos, que pagaremos pela aventura comunista...


Alberto de Araújo

2022-12-21 09:25:10

Tudo isso não teria acontecido se o stf letra minúscula,não desse liberdade ao Lula, corrupto convicto,através de um "jeitinho bem brasileiro". A corrupção foi a grande vitoriosa na eleição do Lula para presidente da república. Em dois mandatos dele houve alguma transformação em nosso país? Houve um crescimento econômico sustentável? Neca de pitibiriba. Lula e Bolsonaro são populistas. Os populistas só pensam em eleições e não nas próximas gerações. O futuro cada vez mais distante.


José

2022-12-20 11:43:13

Essa corja não tem trabalho. Não é possível ficarem vadiando esse tempo todo na frente dos quartéis.


MCG

2022-12-19 16:52:20

Por que tanto veneno no coração, caro Jerônimo? Por acaso você mora em frente ao quartel? Ou será que está financiando essa "horda"? Talvez seus recursos financeiros fossem melhor aproveitados se direcionados para as pobres famílias de vermelho que estão invadindo supermercado pedindo cesta básica. Ou tem medo de que a turma consiga algum resultado? Ao que parece, você não ainda entrou na fila dos Fazuele arrependidos? Saudade de quando esta revista tinha colunistas de verdade.


Edson Andreatta

2022-12-19 15:58:09

Esse jornalista é um idiota trabalhando em um veículo tendencioso que deixa este artigo ser publicado. Percebi que cai em uma armadilha quando com uma semana de assinatura, tentei cancelar e informaram que não tem jeito, seu dinheiro perdeu mané.


Paulo Barretto De Araujo Manso Cabral

2022-12-19 14:32:56

Que imbecil esse cara. Realmente a Crosué, juntamente com O Antagonista, caminham a passos largos para sua extinção. Minha assinatura ainda está vigente e antecipadamente paga. Ainda assim solicito o cancelamento.


Ricardo

2022-12-19 13:58:59

Jerônimo Teixeira criou o silogismo dele. Essa revista tá cada vez pior.


Ricardo

2022-12-19 13:57:32

Jerônimo Teixeira é mais um que explica as saídas do Mário e do Diogo. A crusoe morreu faz tempo, só falta enterrar. Já fede há horas.


Less

2022-12-19 12:51:40

Uma vergonha Lula na presidência da República, com um bando de corruptos. Pobre Brasil.



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